Ao longo da história, quase todas as lutas de libertação nacional foram classificadas como “terrorismo” pelas potências que exerciam o domínio colonial ou a ocupação estrangeira. Essa estratégia não é nova. O Império Britânico chamava de terroristas os combatentes do IRA na Irlanda e os guerrilheiros do EOKA em Chipre. A França qualificava a Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina como uma organização criminosa. O mesmo ocorreu com a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO), na Namíbia, e até com o Congresso Nacional Africano (ANC), de Nelson Mandela. A história, porém, absolveu esses movimentos …
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