Não é delírio. É cálculo Jair Bolsonaro decidiu recorrer à caligrafia como instrumento de poder. Uma carta escrita à mão — aparentemente anacrônica como um pergaminho em plena era digital — para confirmar a indicação do filho Flávio Bolsonaro à Presidência da República, lida pelo próprio herdeiro minutos antes da cirurgia do patriarca. A cena, com direito a hospital, drama e aura messiânica, mistura teatro religioso, novela familiar e cálculo político frio. Nada ali é improviso. A carta não foi escrita para convencer eleitores indecisos. Foi escrita para organizar o campo bolsonarista, disciplinar aliados e, sobretudo, reafirmar quem manda no espólio político do clã. A carta: quando a política vira testamento – O simbolismo …
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