Em 1993, o Brasil assistiu à CPI dos “anões do orçamento”. Eu trabalhava na Câmara dos Deputados à época e acompanhei de muito perto. Parlamentares pequenos em estatura política, mas gigantes em desviar verbas por meio de emendas-fantasmas. O país jurou nunca mais trilhar este caminho. Décadas depois, “nunca mais” durou uma legislatura – o esquema evoluiu de artesanato para indústria. A comparação não é força de expressão. Segundo a Polícia Federal, na Operação Transparência, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mantinha uma cota pessoal e particular para decidir a destinação de emendas parlamentares, mesmo sem ocupar cargo na Câmara. Não é deputado, não vota, não tem mandato – …
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