Incongruência pouca é bobagem Estamos acostumados, em períodos eleitorais, a constatar numerosas ofertas de representação em que a identidade religiosa precede a política. Neste sentido, os títulos eclesiásticos são usados como credenciais, ativos da suposta santidade pública. A retórica frequentemente explora o argumento da moralidade. Líderes espirituais que se dizem indignados com a política e daí, sugerem, estão dispostos a fazer um sacrifício: descerão dos seus púlpitos e entrarão nas câmaras legislativas ou palácios dos governos para moralizar a vida pública. Os tais que usam o nome de Deus para se elegerem como representantes do povo propõem hermenêuticas bíblicas criativas como artifício para interpretar a Constituição Federal. Produzem, assim, excrecências …
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