Cada dia que passo vivendo como uma mulher me traz mais certeza: nenhuma de nós é tão julgada quanto uma mãe. Imagine: um pai mata o filho a tiros, deixa o caçula em estado gravíssimo, mas a mãe tem que sair do velório às pressas sob ameaças e insultos. Não é preciso imaginar. Aconteceu em Itumbiara (GO). O secretário de governo da prefeitura do município, Thales Naves Alves Machado, atirou para matar os dois filhos antes de tirar a própria vida. Um morreu e o outro segue em estado gravíssimo. É fácil ler como tragédia, e é uma tragédia, mas ninguém percebe o peso da cruz sobre os ombros dessa …
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Escândalo Jeffrey Epstein chega à Faria Lima
Bilionário que comandou rede de prostituição e pedofilia tem CPF ativo no Brasil, associado ao telefone de um dos mais famosos escritórios de advocacia O escândalo Jeffrey Epstein, que abala o mundo político e também o de celebridades, chegou à Faria Lima. Um dos escritórios mais requisitados por bancos e outras instituições financeiras é citado várias vezes nos arquivos daquele que comandou uma das maiores redes de prostituição e pedofilia do mundo. Trata-se da banca Machado Meyer Sendacz e Opice Advogados, que tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Nova Iorque. Nos arquivos de Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, o escritório aparece …
Veja a Notícia CompletaTijolo por tijolo: conheça as técnicas de como emparedar um tribunal
Poder tem preço. Os superpoderes dados aos ministros do Supremo Tribunal Federal, pela Carta de 1988, custam o que lhes está sendo cobrado agora. Para entender a severa campanha movida pelos meios de comunicação, é preciso examinar o contexto e identificar os calos em que o tribunal andou pisando. Na linha de frente estão os que emprestam rosto ao pelotão de fuzilamento — como bolsonaristas e outros ressentidos, como lavajatistas, militares, parlamentares, governantes e outros que perderam protagonismo com o redimensionamento do STF. Mas quem manipula os fantoches e marionetes são forças não muito ocultas. Oligarcas que se prepararam nos últimos anos comprando as dívidas das maiores empresas de …
Veja a Notícia CompletaBolsonaro e o uso do nome de Deus como arma política
Não se trata de fé. Trata-se de estratégia. Jair Bolsonaro e seu entorno transformaram a religião em instrumento político permanente O Brasil assiste, mais uma vez, a um espetáculo conhecido e perigoso: quando a Justiça avança e a realidade cobra responsabilidades, o bolsonarismo responde com versículos bíblicos, orações encenadas e discursos sobre “perseguição espiritual”. O nome de Deus é convocado não para promover justiça, mas para tentar deslegitimar o Estado de Direito. Não se trata de fé. Trata-se de estratégia. Jair Bolsonaro e seu entorno transformaram a religião em instrumento político permanente. Sempre que surgem investigações, denúncias ou decisões judiciais desfavoráveis, a reação é a mesma: jejuns convocados nas redes, …
Veja a Notícia CompletaMito: nunca houve tanta Corrupção como nos Governos do PT
O notável fortalecimento do Judiciário, ocorrido em período recente, também contribuiu para que os ilícitos fossem apurados com maior rigor e celeridade Na realidade, é o contrário. Como bem afirmou o empresário tucano Ricardo Semler, em seu famoso artigo publicado na Folha de São Paulo, “nunca se roubou tão pouco”. Com efeito, uma análise fria do período histórico recente do Brasil, elaborada sem uma contaminação com a histeria neoudenista, demonstra que os governos Lula e Dilma foram os que mais contribuíram para o combate à corrupção, ao atacar as suas causas e os fatores que a exacerbam. Em primeiro lugar, tais governos fortaleceram extraordinariamente as instituições de controle da administração …
Veja a Notícia CompletaO fim da escala 6X1 e o fim da escravidão: a mesma ladainha
Os jornalões têm dado manchetes alarmistas para a possibilidade de fim da escala 6X1 na jornada de trabalho. Este é o título da coluna de Vera Magalhães na capa do Globo: “Fim da escala 6×1 tem de ser discutido com equilíbrio” Os jornalões do século 19 tinham a mesma preocupação com o fim da escravidão. Se fosse manchete de A Província de São Paulo em 1888 (e que vem a ser o atual Estadão), a chamada da colunista ficaria assim: “Fim da escravidão tem de ser discutido com equilíbrio” Título da coluna de Vera Magalhães no Globo sobre os debates sobre a escala 6×1. Reprodução Resumindo, se é que precisa, …
Veja a Notícia CompletaO Congresso dorme mal, e os culpados se chamam Vorcaro e Dino
Lula fatiou uma torta de climão, na festa de aniversário do PT ontem, ao reclamar que o partido chancelou o “sequestro” do orçamento do governo federal no valor de R$ 60 bilhões para emendas parlamentares. Isso lembra que o Congresso Nacional não está emparedado por um, mas dois escândalos de proporções apocalípticas. De um lado, investigações que miram o coração financeiro de esquemas que tungaram bilhões de investidores e de fundos de pensão (como as apurações que envolvem o Banco Master, facções criminosas e suas conexões); do outro, o escrutínio sobre o desvio das bilionárias emendas parlamentares, o oxigênio que mantém vivo o fisiologismo. Para quem olha de fora, pode …
Veja a Notícia CompletaAdeus 13º e férias? Avança julgamento que pode desmontar emprego formal
A Procuradoria-Geral da República enviou um parecer ao STF dando aval a uma decisão que pode ajudar a transformar o emprego formal, com férias, 13º salário e limite de jornada, em uma exceção para muitos trabalhadores. Afinal, para que carteira assinada se o Estado permite fazer de um jeito mais barato, mesmo que em prejuízo para o lado mais frágil? Ao defender que a Justiça Comum, e não a Justiça do Trabalho, é a responsável por julgar conflitos contratuais com CNPJ, mesmo que seus donos reclamem que eram trabalhadores precarizados que batiam cartão, a PGR afasta o direito do seu princípio fundante, o da proteção. Em vez de o contrato …
Veja a Notícia CompletaMaster: quando o colapso é projeto, não acidente
Eles chamam de “jogo dos acordos bancários”. O banco não quebra apesar do Estado — quebra do jeito que o Estado permite Existe um livro que deveria ser lido em Brasília. Chama-se Fragile by Design, de Charles Calomiris e Stephen Haber. A tese central é brutal: crises bancárias não acontecem por azar. Elas são construídas politicamente, a partir da avaliação da crise bancária de 2008. Sistemas financeiros instáveis, concentradores de crédito e dependentes de salvamento estatal não resultam de falhas técnicas. São o produto previsível de acordos duráveis entre governos, banqueiros e grupos de interesse. Eles chamam isso de “jogo dos acordos bancários”. O banco não quebra apesar do Estado — …
Veja a Notícia CompletaA direita que ajuda a derrotar o fascismo, não aqui, mas em Portugal
Fracassaram os ‘analistas liberais’ brasileiros que chegaram a prever o risco real de a velha direita ser absorvida pelo fascismo em Portugal, como aconteceu no Brasil. Foi com a ajuda de parte da direita, em reação ao extremista André Ventura, do Chega, que o candidato do Partido Socialista, António José Seguro, venceu hoje de goleada os fascistas e será o presidente de Portugal. Com 65% dos votos válidos. Com um detalhe constrangedor para o Brasil. Os brasileiros que moram lá (e têm cidadania) e são perseguidos como indesejáveis teriam votado em maioria no fascistão que odeia imigrantes. O consolo para as esquerdas mundiais é que, com a vitória do socialista, …
Veja a Notícia CompletaMortos ‘ressuscitam’ no Irã depois da onda de protestos
Caso do Irã sublinha a importância da “guerra de informações” nas redes Mobina Beheshti, Amir Abbas Raynai, Ali Khani, Noya Zion, Mohammad Rasoul Bayati, Reza Niknam, Ali Alipour, Saghar Etemadi, Diana Bahador, Negin Ghadimi e Nasrin Zaremanesh ‘morreram’ na onda de protestos que chacoalhou o Irã, a partir de dezembro de 2025. Só que não. As vítimas ou inexistem ou estão vivinhas. Os nomes delas fizeram parte de uma onda de fake news para produzir comoção no Irã e levar manifestantes às ruas. Em recente depoimento ao Congresso dos Estados Unidos, o secretário do Tesouro Scott Bessent admitiu que os EUA estavam por trás da engenharia financeira que desembocou nos …
Veja a Notícia CompletaBrasil rejeita proposta dos EUA em terras raras e quer evitar ser fornecedor de matéria prima
Governo Lula aposta em um pacto bilateral, considera que são os americanos que precisam de minérios e exige investimentos em processamento O governo de Luiz Inácio Lula da Silva não irá aceitar a proposta dos EUA no setor de terras raras para a criação de uma reserva de mercado aos americanos. A avaliação é de que o projeto submetido nesta semana limita a autonomia do país na administração e destino dos minérios e perpetua uma assimetria no setor considerado como estratégico. Nesta semana, o governo Trump apresentou a cerca de 50 países a ideia do lançamento de uma aliança para conter o peso da China no setor de terras raras …
Veja a Notícia CompletaVerissimo votou por engano em Jânio, mas quem votaria enganado em Nikolas?
“O deputado mineiro apresenta-se, como herdeiro do bolsonarismo, mais apto do que os filhos de Bolsonaro” Luis Fernando Verissimo escreveu mais de uma vez, como se fizesse uma penitência pública, que votou em Jânio para presidente em 1960. Poderia ter votado em Teixeira Lott, o marechal legalista que evitou um golpe. Votou no candidato que, já naquela época, investia no marketing da faxina antissistema. Seu símbolo era uma vassoura. Iria varrer todas as sujeiras da política, na primeira eleição para a presidência na nova capital. Suas credenciais: era histriônico, dominava o português, tinha uma síntese retórica que muitos passaram e imitar e representava a sabedoria. Jânio era professor e advogado …
Veja a Notícia CompletaO jogo político e econômico das milícias
O crime organizado obedece a duas lógicas: mercado e poder. Ocupação de territórios é disputa por mercados e não apenas o da droga Começou bem a CPI do Crime Organizado. Não se trata de restringir a investigação — ou as políticas de segurança — à luta contra o tráfico. Esta é apenas uma das modalidades de atuação do crime organizado. O crime organizado obedece a duas lógicas: mercado e poder. A ocupação de territórios é uma disputa por mercados e não apenas o da droga. Comercializam-se os seguintes produtos: Gás Gato de Internet Votos Quando a polícia ataca determinada comunidade, muito provavelmente por trás da operação está uma disputa territorial, …
Veja a Notícia CompletaO futuro incerto da terceira idade
O envelhecimento da população expõe a falta de preparo do Brasil para garantir dignidade e sustento à terceira idade É no dia a dia, na chamada rotina do cidadão, que sentimos como a sociedade brasileira já não se mostra realmente preparada para a maior longevidade que a ciência vem garantindo a todas e todos. Nas filas que se formam em um supermercado ou farmácia, percebe-se com clareza certo “desprezo” pela chamada terceira idade. Desde o início dos anos 2000, a legislação brasileira determinou o chamado “atendimento prioritário e preferencial a pessoas com 60 anos ou mais em diversas situações”. Teoricamente, tais cidadãos deveriam ser atendidos prioritariamente. Mas isso acaba não …
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