Homem morre em frente a restaurante da capital e causa revolta à família

Ações de Israel com mísseis e franco-atiradores matam seis palestinos

Duas operações de Israel causaram a morte de ao menos seis palestinos nesta terça-feira (25). A ação ocorreu em Nablus, importante cidade da Cisjordânia, a uma semana das eleições israelenses que podem desencadear a formação de um novo governo no país.

Segundo a agência de notícias Reuters, Israel disparou mísseis contra a cidade e mobilizou franco-atiradores e agentes de segurança para lutar contra dezenas de combatentes em sua grande maioria por jovens palestinos.

O objetivo de Tel Aviv seria atacar o local de produção de explosivos da organização, mas os agentes encontraram resistência da própria população local, que teria atirado pedras contra os soldados e incendiado pneus nas ruas.

Mahmoud Al-Aloul, vice-presidente da facção palestina Fatah, disse a repórteres locais que forças de segurança palestinas reagiram com tiros, nesta terça, ao ver agentes israelenses disfarçados entrando em Nablus. O confronto matou outros quatro palestinos e feriu cerca de 20 pessoas -é incerto se as vítimas eram civis ou membros da facção.

Em uma província próxima, um outro homem morreu durante um protesto. Segundo a agência AFP, ele foi baleado no peito por soldados israelenses, que dizem ter reagido à suposta tentativa do homem de lançar um artefato explosivo contra as forças. Os enterros dos mortos desta terça foram acompanhados por multidões, incluindo combatentes armados.

O primeiro-ministro de Israel, Yair Lapid, confirmou as operações e disse que seu país continuará mirando alvos militantes em Nablus e em outras cidades. “Eles têm que saber que os encontraremos onde quer que estejam, Israel nunca deixará de agir por sua segurança e faremos o que tem que ser feito”, afirmou.

O endurecimento da retórica, de certa forma, pode estar ligado às eleições marcadas para o próximo dia 1º, quando o ex-premiê Binyamin Netanyahu pode derrotar o atual governo e voltar ao poder. Sob Bibi, como é conhecido o ex-primeiro-ministro, Tel Aviv intensificou ainda mais os combates contra milícias palestinas e angariou o apoio de nacionalistas judeus.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, por sua vez, chamou a operação israelense em Nablus de crime de guerra, segundo seu porta-voz. Já a facção radical Hamas -considerada terrorista pelos EUA- alertou que “os crimes da ocupação israelense empurrariam a Palestina para uma escalada”.

Paralelamente, a Anistia Internacional pediu que o Tribunal Penal Internacional investigue eventuais crimes de guerra cometidos em agosto por forças israelenses e palestinas durante a escalada dos combates.

Mais de cem palestinos da Cisjordânia foram mortos neste ano, durante operações israelenses. Ainda em fevereiro, a Anistia divulgou um relatório de 280 páginas, acusando Israel de cometer um apartheid contra os palestinos. Paralelamente, a ONU acusou, em junho, Israel de perpetuar os conflitos com palestinos -o documento não foi bem recebido por Tel Aviv, que o chamou de desperdício de dinheiro público.

Fonte: Reuters

Veja também

Vorcaro editava textos de vídeos de Gabriela Prioli vendidos como opinião espontânea

Vorcaro editava textos de vídeos de Gabriela Prioli vendidos como opinião espontânea

Mensagens extraídas do celular do banqueiro revelam os bastidores de uma operação de relações públicas …

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *