Quem vai pagar essa conta? Senador levanta dúvidas sobre os custos da redução da jornada de trabalho
Nessa última quarta-feira (14/10), Carlos Portinho (PL-RJ), o senador mais votado pelo Rio de Janeiro em 2026, usou a mensalidade do próprio condomínio como exemplo para falar sobre hipotéticos impactos econômicos do fim da escala 6×1.
De acordo com Portinho, a redução da jornada de trabalho pode exigir novas contratações e mudanças na organização dos serviços. Como consequência, essas despesas poderiam ser repassadas aos moradores.
“Eu moro num condomínio de cinco apartamentos. Levo na ponta do lápis as contas para não aumentar a despesa dos meus condôminos. Porque é caro viver em apartamento, mas todo mundo mora em um. Eu preciso do porteiro, do zelador que está lá há 20 anos […].“, disse logo a princípio.
Na sequência, continuou: “O que vai acontecer, e a única solução: eu vou aumentar a despesa assinando mais uma carteira de trabalho, ainda que por um salário mínimo para trabalhar um dia na semana? Não. Eu vou contratar o diarista, que não recolhe INSS, que não contribui para o seu FGTS e que não tem garantia nenhuma trabalhista.“.
A cena viralizou nas redes sociais. “Eles só pensam no próprio umbigo, olha como são lixosos.”, detonou um usuário do “X” (antigo “Twitter). Em seguida, outro perfil escreveu: “Chega a ser cômico como esses ‘representantes do povo’ parecem representar todo mundo, menos o próprio povo.”.
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