O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou nesta segunda-feira (19) que colocou os sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, chamado de Lulinha pela grande mídia, à disposição do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos.
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, ainda não se pronunciou se aceitará o desafio proposto por Lula.
Em entrevista à CNN Brasil, Carvalho relatou que Lula pediu ao filho que se apresentasse às autoridades. “Eu estou pedindo para o seu advogado levar ao conhecimento da Polícia Federal e do ministro André Mendonça, que é relator de um dos inquéritos, a sua disposição voluntária e espontânea de abrir o seu sigilo fiscal, bancário e telemático”, disse o advogado, ao reproduzir a conversa.
Carvalho afirmou que foi a Brasília em agenda pública e se reuniu com Mendonça. Segundo ele, informou ao ministro que estava ali “para abrir as contas do Fábio, para colocar o Fábio à disposição da Justiça, para prestar qualquer esclarecimento que porventura se faça necessário”.
O advogado também disse ter comunicado a disposição de Lulinha ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Carvalho afirmou que a corporação não reuniu elementos suficientes nem para convocar Fábio Luís a prestar depoimento.
PF apura suposto tráfico de influência e corrupção
A Polícia Federal investiga Fábio Luís em três procedimentos que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em benefício de empresas junto ao governo federal. André Mendonça relata dois dos inquéritos no STF, enquanto o ministro Flávio Dino conduz o terceiro.
As investigações receberam autorização do Supremo a partir do fim de julho. Lulinha passou a integrar o foco das apurações após a revelação de sua proximidade com a empresária Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do INSS.
A Polícia Federal apreendeu o celular de Luchsinger em dezembro do ano passado. Relatórios da corporação apontaram que ela teria atuado para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, como possível operadora financeira e política do esquema sob investigação.
Carvalho contestou a presença de Lulinha nos inquéritos e disse que a PF deveria ter arquivado a apuração em relação a ele. O advogado afirmou que Fábio Luís vive na Espanha com a família, mas voltará ao Brasil “a todo e qualquer momento” se as autoridades o chamarem para prestar esclarecimentos. Com informações do DCM
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