Juventude em ação: estudantes de universidades de todo o país marcam atos pró-Lula e contra Flávio

Juventude em ação: estudantes de universidades de todo o país marcam atos pró-Lula e contra Flávio

A reação que ganhou as ruas de Niterói (RJ) na noite desta segunda-feira (5) começa a se espalhar pelo país

Depois da manifestação de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) em apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e contra Flávio Bolsonaro (PL),  estudantes de universidades de diferentes estados passaram a convocar assembleias, plenárias e atos para organizar a mobilização no segundo turno.

As agendas aparecem no Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe, Pará, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Maranhão. Cartazes divulgados por entidades estudantis mostram iniciativas organizadas nos próprios campi, num movimento que reforça o caráter orgânico da reação iniciada após o resultado do primeiro turno.

“O levante estudantil apenas começou. Vamos pra cima resistir e vencer as eleições”, escreveu Vinicius Soares, diretor da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), ao divulgar uma relação de atividades previstas para os próximos dias.

https://x.com/rogeanvinicius/status/2107278163629769009

Da UFF para universidades de todo o país

A primeira imagem forte dessa reação surgiu menos de 24 horas depois da abertura das urnas. Na noite de segunda-feira, estudantes da UFF deixaram a universidade e percorreram ruas de Niterói em apoio a Lula, contra Flávio Bolsonaro e contra a possibilidade de anistia a Jair Bolsonaro.

A convocação, feita pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito, junto a outras entidades, resumia o sentimento que começava a surgir após o primeiro turno: “O abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento.”

Agora, a disposição de transformar o resultado das urnas em mobilização aparece em diferentes universidades.

Em Maringá, estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) convocaram para esta terça-feira (6) uma reunião geral do movimento estudantil. O material afirma que, diante do cenário do segundo turno, são necessárias “ações concretas” para impedir que Flávio Bolsonaro chegue à presidência.

Na Bahia, a UEFS marcou uma plenária da juventude para esta terça-feira, enquanto UFRB e UFBA também aparecem no calendário de mobilizações.

Há ainda atividades previstas na UFRGS, UFSM, Unisinos e FURG, no Rio Grande do Sul; UFS, em Sergipe; UFPA e UEPA, no Pará; UFMG e UFJF, em Minas Gerais; UnB e UDF, no Distrito Federal; campi da UFPE em Recife e Caruaru; e UTFPR, Unicentro, UEPG e UFPR, no Paraná.

No Rio de Janeiro, além da UFF, estudantes da UFRJ e da Unirio também marcaram encontros. No Maranhão, um calendário divulgado por estudantes prevê atividades na UFMA e UEMA, oficina de criação e colagem de lambes e um ato no Largo do Carmo sob a palavra de ordem: “Nem o pai, nem o filho. Bolsonaros nunca mais.”

Em Minas Gerais, um cartaz convoca estudantes para um ato público na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte, sob o chamado “Estudantes contra Flávio Bolsonaro”.

Disputa começa a voltar para as ruas

A movimentação ocorre num cenário eleitoral apertado. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos. Cerca de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas.

Para Lula, reverter essa vantagem passa por ampliar a mobilização, reduzir a abstenção e levar para a campanha setores que não se engajaram no primeiro turno.

É nesse contexto que a reação estudantil ganha significado. Uma assembleia isolada não altera uma eleição, mas a multiplicação de iniciativas locais, organizadas quase simultaneamente em diferentes regiões e com o mesmo sentido político, pode indicar o início de uma dinâmica nova no segundo turno. Com informações da Fórum

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