Pura buxa: escolhido de Flávio para a Saúde defendeu “não colocar mais nada” no SUS e planos privados

Pura buxa: escolhido de Flávio para a Saúde defendeu “não colocar mais nada” no SUS e planos privados

Tesouraços de Flávio Bolsonaro vão se mostrando para que ninguém diga depois, que não sabia

O médico e executivo Claudio Lottenberg, anunciado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) como nome para o Ministério da Saúde em caso de vitória eleitoral, já afirmou que não colocaria “nada mais” no Sistema Único de Saúde (SUS) antes de mudar a forma de alocar os recursos existentes.

Lottenberg deu a declaração em 2019, durante o debate “O Futuro do SUS: Desafios e Mudanças Necessárias”, promovido pela Fundação FHC. Na ocasião, ele reclamou da gestão orçamentária.

“Um pouco de receio de apanhar aqui: eu acho que a gente gasta bastante e gasta mal, tanto na esfera privada quanto na esfera pública. O mantra de que está faltando dinheiro é, na minha interpretação, um mantra equivocado”, disse.

O oftalmologista afirmou que não ampliaria os recursos do SUS sem antes esgotar ou aperfeiçoar os mecanismos de distribuição do orçamento disponível. “Eu não colocaria nada mais, a não ser que a gente esgotasse, ou pelo menos evoluísse, a forma de alocar os recursos de que já dispomos”, prosseguiu.

Defesa de planos privados e participação empresarial no SUS

No mesmo debate, Lottenberg alegou  que a expansão do setor privado de saúde beneficiaria indiretamente o SUS. “Quanto mais o setor privado crescer, quanto mais houver emprego e seguro-saúde, melhor é para o Sistema Único de Saúde”, afirmou.

Na avaliação do médico, o aumento do emprego formal e do acesso a seguros de saúde particulares reduziria a pressão sobre a infraestrutura estatal. Ele defende a ampliação da participação privada na saúde pública por meio de parcerias público-privadas, Organizações Sociais de Saúde e contratação da rede privada.

Lottenberg presidiu o Hospital Israelita Albert Einstein e ocupou a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo em 2005, na gestão de José Serra. Na administração municipal, participou da implantação das Organizações Sociais de Saúde na rede paulistana.

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