A própria decisão de ir a um debate ameaçando Lula e, depois, recuar, diante não apenas das evidências dos seus vínculos com Daniel Vorcaro, mas também das cenas de orgia que apareceram.
Flávio segue curtindo a vitória no primeiro turno, enquanto as novas pesquisas apontam claramente uma mudança no cenário político, especialmente sob os efeitos das gigantescas manifestações populares por todo o Brasil. Sem se manifestar sob a dimensão das manifestações, Flávio passa a modificar sua posição em relação a questões essenciais.
De conceber as políticas sociais como medidas “populistas” para comprar o apoio popular à adesão ao Bolsa Família e a outras medidas características da trajetória do Lula. Ao mesmo tempo que abandona a proposta radical de privatizar quase a totalidade das empresas estatais, para chegar a afirmar explicitamente que não privatizará nem a Petrobrás, nem a Caixa Econômica e nem o Banco do Brasil, as principais dentre essas empresas. Além de passar a se dispor a votar a favor da redução da jornada de trabalho, antes considerada prejudicial aos interesses das empresas privadas.
Essas concessões são parte do vale tudo da reta final, em que não valem os princípios, mas a busca de votos na acirrada reta final da disputa eleitoral.