Nada é por acaso. É preciso refutar, de saída, a ideia de que o momento atual seja fruto de mera contingência. Há nisso uma agnotologia: a construção deliberada da ignorância. Robert Proctor, que cunhou o termo estudando a indústria do tabaco, mostrou que a ignorância não é apenas um vazio a ser preenchido; ela é produzida, financiada, distribuída. Pois bem. Na era algorítmica, a estupidez deixou de ser condição inata ou deficiência cognitiva passiva. Ela virou “ciência empírica”. Tem método de validação, dinâmica de replicação imediata e até métricas de desempenho (os cliques), tudo otimizado por inteligência artificial e análise de dados comportamentais. O estúpido de antigamente era artesanal. O …
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