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Relativizar a infância é autorizar a violência

Relativizar a infância é autorizar a violência

Quando se invoca o “costume”, desloca-se o foco do agressor para o ambiente. E esse deslocamento é perigoso. Porque transforma crime em hábito. E hábito, quando repetido, vira tolerância Há decisões que não apenas interpretam a lei — elas reinterpretam o país. Quando um desembargador absolve um homem de 35 anos que se relaciona com uma menina de 12, sob o argumento, entre outros, de que se tratava de “costume mantido na cidade”, o que se julga não é apenas um processo. Julga-se a própria ideia de infância. E a infância não é costume. É direito. O Estatuto da Criança e do Adolescente não foi escrito para ser poético. Foi escrito para …

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