É extrema direita, estúpido: acusado de agredir enfermeira, Magno Malta mandou prender e torturar ex-cobrador inocente

É extrema direita, estúpido: acusado de agredir enfermeira, Magno Malta mandou prender e torturar ex-cobrador inocente

Currículo assustador

O senador bolsonarista Magno Malta (PL-ES) encontra-se novamente sob os holofotes da crônica policial. Figura central dos evangélicos, o parlamentar e pastor enfrenta uma denúncia de agressão física e verbal contra uma técnica de radiologia no Distrito Federal.

O episódio, contudo, não é um fato isolado na biografia de Malta, mas sim um novo capítulo que remete a um dos mais dramáticos casos de abuso de poder e erro judiciário do país, ocorrido há 17 anos.

Na última quinta-feira (30), uma técnica de radiologia registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) detalhando uma agressão sofrida durante o exercício de sua profissão.

Segundo o depoimento da vítima, o senador estava internado para uma angiotomografia de tórax e, durante o procedimento, o equipamento identificou uma oclusão, interrompendo automaticamente a injeção de contraste. O líquido acabou extravasando no braço do parlamentar.

Ao se aproximar para prestar assistência e realizar a compressão necessária no local, a profissional relatou que Malta reagiu com extrema agressividade. O senador teria se levantado e desferido um tapa no rosto da técnica, impacto que chegou a entortar seus óculos. Além da agressão física, o parlamentar teria xingado a trabalhadora de “imunda” e “incompetente”.

Em nota, Magno Malta alegou ter sentido dores intensas e criticou a condução do exame, classificando-a como irresponsável. Quando questionado diretamente sobre a agressão física, o senador afirmou apenas recordar-se da dor e negou-se a confirmar o tapa.

Num vídeo, ele diz que nunca “tocou a mão em nenhuma filha”. ““Continuo internado e estão tentando me acusar. Isso é mentira. Um absurdo”, afirma. Ele alega que é “falsa comunicação de crime” após terem errado na colocação de um cateter.

A PCDF investiga o caso.

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