Raivoso e cruel: Eduardo Bolsonaro sugere perseguir opositores caso Flávio vença eleições

Raivoso e cruel: Eduardo Bolsonaro sugere perseguir opositores caso Flávio vença eleições

Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende retirar do Itamaraty diplomatas que, segundo ele, teriam “sabotado” o governo de Jair Bolsonaro caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), vença a eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado cassado, disse que já teria identificado servidores e prometeu uma “faxina” no Ministério das Relações Exteriores.

“Se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola”, declarou Eduardo.

Embora Eduardo afirme que a proposta não seria uma perseguição política, mas uma reorganização do Itamaraty, o modelo remete a mudanças promovidas pelo governo Donald Trump no Departamento de Estado dos EUA, que foram criticadas por servidores e entidades da categoria como perseguição a opositores como forma de ampliar o controle político sobre a máquina diplomática.

Embaixador vira primeiro alvo citado

Durante o vídeo, Eduardo apresentou um áudio atribuído a um diplomata brasileiro na Espanha sobre uma suposta ajuda da embaixada para encontrar uma escola para um dos filhos de Luiz Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que passou a viver em Madri.

A partir desse episódio, o ex-deputado afirmou que o embaixador do Brasil na Espanha, Luiz Alberto Figueiredo, seria um dos primeiros a deixar o cargo caso Flávio Bolsonaro chegasse à Presidência.

“Certamente um dos primeiros a sair do posto será o embaixador do Brasil na Espanha”, afirmou.

Acusação de “sabotagem” contra diplomatas

Eduardo também afirmou que servidores do Itamaraty teriam atuado para impedir ou reduzir os efeitos de medidas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro na política externa.

Ele citou uma reportagem que relatou a atuação de diplomatas durante o governo anterior e classificou esse movimento como uma forma de sabotagem.

Segundo o ex-deputado, a mudança no ministério teria como objetivo garantir que diplomatas atuem de acordo com as diretrizes do governo eleito.

Nos bastidores, a discussão é de uma possível reforma do Itamaraty seja inspirada em mudanças feitas pelo governo Donald Trump no Departamento de Estado dos Estados Unidos. Nesse caso, a proposta envolveria alterações em critérios de promoção, distribuição de funções e metas para servidores. As informações são da Fórum

Veja também

Não é só burrice, é para prejudicar: fala de Lula sobre toque é tirada de contexto e espalhada pelo gado

Não é só burrice, é para prejudicar: fala de Lula sobre toque é tirada de contexto e espalhada pelo gado

Acompanhamento ginecológico começa ainda na adolescência, mas exames são definidos de acordo com idade, histórico …