O artista, cujo nome de registro é Nivaldo Batista Lima, sempre refutou envolvimento societário na plataforma, sustentando que apenas emprestava sua imagem. Em 2024, ele chegou a ter mandado de prisão expedido e parte de seu patrimônio bloqueado, mas o Ministério Público de Pernambuco arquivou o inquérito por falta de provas e o bloqueio foi suspenso. A defesa reforça que Lima prestou todos os esclarecimentos solicitados na ocasião e permanece inocente.
As conversas com o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria também apontam para a relação societária atribuída a Gusttavo Lima. No dia 4 de setembro de 2024, durante a Operação Integration, Faria repassou a Vorcaro notícias sobre prisões de envolvidos e questionou se a ação incluiria o cantor, cujas iniciais são “GL”. Vorcaro confirmou o suposto vínculo, e ambos debateram riscos de exposição e alegaram que, se ele apenas emprestasse a marca, poderia alegar desconhecimento de eventuais irregularidades.
Num terceiro conjunto de mensagens, Vorcaro conversa com um contato anotado como “Nettinho Bet” sobre a possível entrada do banqueiro na Oba Bet. Em 13 de agosto de 2024, o interlocutor detalhou a migração da imagem de Gusttavo Lima da Vai de Bet para a Oba Bet e apresentou a divisão societária proposta: 33,33% para Daniel, 15% para Nettinho e “amigos de BSB” e 51,67% para André Rocha e o próprio Gustavo. Não foi possível confirmar a identidade dos “amigos de BSB”.
Apesar de nenhuma prova apontar crime por parte de Gusttavo Lima, as mensagens lançam dúvida sobre até onde ia sua participação no negócio. A assessoria do cantor insiste que as negociações não avançaram a ponto de firmar contratos e que ele colaborou integralmente com as autoridades. As assessorias de André Rocha e de Daniel Vorcaro não retornaram os pedidos de comentário. A Polícia Federal continua investigando possíveis crimes financeiros por meio da Operação Sem Compliance. As informações são do JETSS