Mentiroso, dissimulado e perverso: Gleisi Hoffmann carimba Flávio Bolsonaro

Mentiroso, dissimulado e perverso: Gleisi Hoffmann carimba Flávio Bolsonaro

Deputada critica postura do candidato, que promete votar pelo fim da escala 6×1 e, ao mesmo tempo, sinaliza a empresários que vai rever a medida

A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez duras críticas ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de atuar de forma dissimulada em relação ao fim da escala de trabalho 6×1.

Em publicação realizada nas redes sociais nesta quarta-feira (14), a parlamentar reagiu às sinalizações do adversário ao setor empresarial e disparou: “nem cumpriu a promessa de votar contra a escala 6×1 e Flávio Bolsonaro já promete a aliados que, se eleito, vai rever a medida. Além de mentiroso é dissimulado e perverso”.

A manifestação da deputada ocorre no momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro passa a emitir acenos ao empresariado, indicando que poderá promover alterações na legislação que extingue a jornada 6×1 caso vença o segundo turno das eleições presidenciais. A articulação é feita de forma paralela ao anúncio público de que o candidato votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), uma das principais pautas sociais defendidas pelo presidente Lula (PT), seu oponente na disputa pelo Palácio do Planalto.

Para mitigar a resistência do setor produtivo, o parlamentar do PL tem pedido um “voto de confiança” aos empresários. A justificativa apresentada por sua equipe é que eventuais ajustes e flexibilizações no texto poderão ser negociados no âmbito legislativo a partir de 2027, na hipótese de sua vitória nas urnas. Com essa manobra, a campanha busca equilibrar o apoio público a uma pauta de grande apelo popular com as exigências dos setores econômicos contrários à redução da jornada semanal.

Nos bastidores da candidatura, integrantes do grupo político avaliaram que posicionar-se contrariamente à extinção da escala 6×1 em pleno período eleitoral causaria um desgaste político significativo para o senador. Diante do risco, a orientação estratégica adotada foi a de apoiar a votação da PEC, agendada para ser apreciada no plenário do Senado nesta quarta-feira (14).

Contudo, a perspectiva de promover “correções” futuras na medida aprovada está respaldada no novo cenário do Congresso Nacional. O grupo político de Flávio Bolsonaro projeta alavancar eventuais mudanças com base na força das urnas nas eleições legislativas, que expandiram expressivamente a bancada do PL. A partir de 2027, a legenda passará a deter as maiores bancadas do Poder Legislativo, somando 28 senadores e 121 deputados federais, margem que a campanha pretende utilizar para renegociar os termos da jornada de trabalho. Com informações do BR247

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