O Brasil que emerge das urnas: Câmara terá predominância de homens brancos, média de 50 anos e 60% de milionários

O Brasil que emerge das urnas: Câmara terá predominância de homens brancos, média de 50 anos e 60% de milionários

PL lidera bancada em nova composição com avanço da representação feminina, mas perfil do Congresso segue concentrado em homens, brancos e alta renda

 A nova composição da Câmara dos Deputados para a próxima legislatura, definida nas eleições de domingo (4), será majoritariamente masculina, branca e concentrada na faixa etária entre 40 e 49 anos, além de contar com 60% dos parlamentares na condição de milionários. O PL conquistou a maior bancada da Casa, garantindo 121 cadeiras. A legenda ficou à frente do PT, que elegeu 70 deputados, do União Brasil, com 46, do PSD, com 43, e do PP e Republicanos, que obtiveram 41 vagas cada. O levantamento do G1 foi feito a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em relação ao pleito de 2022, o PL registrou um crescimento de 23 cadeiras, saltando de 98 para 121 parlamentares. O PT variou de 69 para 70 deputados, enquanto o União Brasil teve redução de 57 para 46 assentos. Os 513 deputados federais eleitos assumirão o mandato a partir de 2027 para representar os estados e o Distrito Federal.

Na divisão por gênero, o número de parlamentares mulheres subiu de 90 em 2022 para 109 eleitas em 2026, passando a ocupar 21,2% das vagas na Câmara, contra 17,5% na eleição anterior. Entre as eleitas, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, destaca-se como a mulher mais jovem a conquistar uma vaga, somando 524.219 votos. Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) foi a candidata mais votada do país para o cargo entre as mulheres, obtendo 1.596.472 votos.

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