O canal, que aparece com 1,3 milhão de seguidores, também divulgou imagens antigas de pichações e depredações na avenida Paulista como se fossem atuais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que houve ocorrências de tumulto, pichações e depredação durante a dispersão do ato, mas isso não transforma registros antigos em imagens da manifestação deste domingo.
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Canal de Janones foi censurado e depois restabelecido
A campanha bolsonarista acusa Janones de organizar uma estrutura de desinformação. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que já analisava o caso, havia pedido mais informações e provas antes de decidir sobre as medidas solicitadas. Janones afirmou que o canal ainda estava em fase de mobilização e que não havia publicado uma notícia sequer.
Poucas horas depois, Cueva derrubou a decisão de Nunes Marques e determinou o restabelecimento imediato do “Exército do Lula”, considerando insuficientes os elementos apresentados para justificar uma medida tão ampla.
O contraste passou a ser explorado nas redes: enquanto o canal pró-Lula chegou a ser retirado do ar sob suspeita de desinformação, o “Tropa do Flávio” permaneceu ativo mesmo após divulgar como brasileiro um vídeo produzido no Chile.
Ato pró-Lula reúne multidão Paulista
A desinformação divulgada pela “Tropa do Flávio” tenta atingir justamente uma das maiores mobilizações de rua da campanha de Lula em 2026. A Marcha pela Democracia reuniu estudantes, movimentos sociais, torcidas organizadas e apoiadores do presidente e ocupou vários quarteirões da Avenida Paulista.
A campanha de Lula estimou mais de 1 milhão de pessoas, mas não houve contagem independente conclusiva. O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap não conseguiu realizar sua estimativa porque não obteve autorização para sobrevoar a região com drones. O UOL registrou sete quarteirões lotados, enquanto a Folha relatou que, em determinado momento, a ocupação alcançou 12 quarteirões.
O caso agora coloca pressão sobre a Justiça Eleitoral para que demonstre se os mesmos critérios adotados contra o canal de Janones também serão aplicados ao grupo oficial de mobilização de Flávio Bolsonaro quando há desinformação comprovadamente publicada em seu interior.