Vai detonar o programa: Flávio Bolsonaro apaga posts atacando o Bolsa Família que chamou de Bolsa Farelo

Vai detonar o programa: Flávio Bolsonaro apaga posts atacando o Bolsa Família que chamou de Bolsa Farelo

Flávio Bolsonaro fala que não pretende acabar com o Bolsa Família enquanto todos os indícios mostram o contrário

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou de seu perfil no X publicações em que atacava o Bolsa Família, no mesmo dia em que sua coordenadora econômica, Daniella Marques, defendeu um corte para beneficiários do programa.

Entre os posts que não estão mais disponíveis havia frases como “eleitores votam em troca de alguma coisa” e “trocar voto por cesta básica e bolsa família”. Em outra publicação, Flávio classificava o programa como de “caráter clientelista eleitoral”.

Há uma série de publicações em que o senador chama o benefício de “bolsa-farelo” e afirma que o PT usa o programa para “perpetuar a pobreza” e manter eleitores. Em outro texto, o senador sugeria impor limite de tempo para o recebimento do benefício e acusava o governo de manter famílias em dependência para não perder votos.

Veja os posts:

Daniella Marques defende transição de dois anos para beneficiários

Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, afirmou nesta segunda (19) que um eventual governo do senador estabeleceria uma regra de transição de dois anos para os beneficiários antes da saída do Bolsa Família.

Em entrevista à CBN Bahia, a economista disse que o período serviria para que as famílias buscassem outras fontes de renda. “Vai ter regra de transição de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, afirmou.

Marques declarou que os beneficiários não deveriam permanecer no programa sem prazo. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, disse.

A coordenadora também afirmou que a campanha pretende criar um Ministério da Prosperidade. A estrutura ofereceria crédito para abertura de negócios, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para cursos livres.

O Bolsa Família já adota uma regra de proteção para famílias que elevam a renda mensal por pessoa acima de R$ 218, desde que o valor não ultrapasse R$ 706 por integrante. Nessa faixa, a família recebe 50% do benefício por até 18 meses, evitando o corte imediato após a obtenção de emprego ou um aumento temporário de renda.

 

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