Governo do Acre promove mutirão de renegociação de dívidas

Governo do Acre promove mutirão de renegociação de dívidas

O Procon realiza durante todo o mês de junho o 10º Mutirão de Renegociação de Dívidas

A iniciativa ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30, nas unidades da Organização em Centros de Atendimento (OCA) e nas sedes administrativas do Procon em diversas regiões do estado, ampliando o acesso dos consumidores aos serviços de orientação, conciliação e renegociação de débitos.

Como reforço à ação, a partir da próxima segunda-feira, 22, o Procon promoverá o 1º Feirão de Renegociação de Dívidas, no auditório da OCA, em Rio Branco. O evento segue até quinta-feira, 25, com atendimento ampliado e a participação direta de empresas parceiras, possibilitando negociações imediatas e mais ágeis.

O mutirão é aberto a todos os consumidores, mas nesta edição dedica atenção especial à população idosa, segmento que frequentemente enfrenta maior vulnerabilidade a golpes financeiros, ofertas excessivas de crédito e situações de comprometimento da renda.

Para participar, os consumidores devem apresentar documentos pessoais, comprovantes de renda e de despesas essenciais, além de documentos relacionados às dívidas, como contratos de empréstimos, faturas de cartão de crédito, boletos vencidos, extratos bancários e relação de credores.

Superendividamento em alta no país

A importância do mutirão ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional de endividamento. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostram que o Brasil alcançou, neste ano, o maior índice de famílias endividadas desde o início da série histórica, em 2010.

Em abril, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No Acre, estima-se que 109.204 famílias convivam atualmente com algum tipo de endividamento.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Senado, esse cenário é impulsionado por fatores como as elevadas taxas de juros, o crescimento do uso do crédito rotativo, a pressão do custo de vida e o avanço das apostas online (bets) sobre o orçamento doméstico. O aumento do comprometimento da renda familiar também acende um alerta para os impactos econômicos e sociais do superendividamento.

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