Os quatro anos de desgoverno Jair Bolsonaro (PL), fez mais pelo Brasil do que anos de educação deficiente. Ensinou na prática a importância do voto consciente, aquele que indica em quem não votar- os que não trabalham pelo interesses coletivo.
Na era Bolsonaro foi dolorido ver o povo na fila do osso.
Ter familiares e amigos morrendo de covid porque o governo negociava vidas em troca de propina de um dólar por vacina. “Não sou coveiro”, respondia o Jair.
Foi difícil ver o Brasil rebaixado a pária internacional com seu presidente ignorado pelos líderes mundiais.
Foi terrível vê-los liquidando o Brasil no mercado internacional enquanto engordavam suas contas bancárias.
Pior do que tudo foi ver essa turma querer dar um golpe de Estado para implantar uma ditadura de extrema-direita e manter a população brasileira por sabe-se lá quantos anos, ou décadas, debaixo de suas botas sujas.
Mas a ascensão de Jair Bolsonaro que fez emergir uma categoria de políticos que só se importa com seus próprios interesses deu uma lição: mostrou ao povo que quem não vai pelo amor, vai pela dor.
O povo amargou a indignação até que o copo transbordou com uma enxurrada de amargores: a luta de Eduardo Bolsonaro para entregar o Brasil não em troca da vida ou liberdade do pai dele, mas em troca do poder, assim como os demais que apoiam a tal da anistia. Nenhum deles, exceto talvez…pausa respeitosa… os filhos do Jair, está realmente preocupado com o ex-presidente. O que lhes interessa é tão somente o poder. Mesmo que para obtê-lo tenham que fingir estarem lutando por Jair.
Mas exageraram na dose do veneno. Ainda bem!
E o povo entendeu…antes de ser sufocado.
As manifestações deste domingo, 21 , mostraram isso.
A começar pela imensa bandeira do Brasil na Avenida Paulista que evidenciou a diferença do ato da extrema direita que levou para a manifestação em 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, uma bandeira gigante dos Estados Unidos. Além da Paulista, São Paulo teve manifestação no Vale do Anhangabaú e no interior do estado, nas cidades Bauru, Ribeirão Preto e Santos. Na Paulista o desrespeito à democracia também se apresentou, na forma de 4 viaturas de polícia que invadiram a manifestação e trafegaram em meio aos manifestantes. Coisa que nunca aconteceu nos atos bolsonaristas. Fato que foi interpretado como provocação. Caso algum manifestante jogasse algum objeto numa das viaturas daria a deixa para uma reação armada por parte dos policiais.
A população foi às ruas em todo o Brasil contra a PEC da Bandidagem, a anistia e contra os que votaram a favor disso. Até nas três capitais do Sul, consideradas redutos bolsonaristas, apesar da chuva.
Em Curitiba (PR), a população lotou a tradicional XV de Novembro aos gritos de “Sem anistia”. O mesmo aconteceu em Porto Alegre (RS), e em Florianópolis (SC). Na capital catarinense, a manifestação aconteceu apesar do governador bolsonarista Jorginho Melo (PL), ter colocado a polícia para impedir o uso da ponte Hercílio Luz, que liga Florianópolis ao continente. Aos gritos de ” nos impediram de usar a ponte mas não vão nos impedir de ocupar as ruas”, os moradores da capital catarinense realizaram sua manifestação. Também foram realizadas manifestações no interior do estado, nas cidades de Itajaí, Jaraguá do Sul e em Joiville, onde poucos anos atrás a população marchava pelas ruas em defesa de Jair Bolsonaro.
Também foram registradas manifestações contra a anistia e contra a PEC da Bandidagem em Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Manaus (AM). Capitais que deram a maioria dos votos para Jair Bolsonaro em 2022.
Em Minas Gerais, estado de Nikolas Ferreira (PL) e governado pelo Zema do NOVO, a capital Belo Horizonte teve mais de 50 mil pessoas protestando contra a anistia e a PEC da Bandidagem com fotos gigantes dos deputados que votaram a favor da PEC do PCC e a legenda TRAIDORES. Entre as fotos, a do Nikolas. O mesmo aconteceu em manifestações no interior de MG, como Uberlândia, Juiz de Fora, Uberaba, Serra do Cipó, Pirapora, Ituiutaba, Alfenas e Montes Claros.
Em João Pessoa (PB), estado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), que cedeu à pressão da extrema-direita e colocou as matérias em votação, a população centrou a revolta no conterrâneo e gritou em coro “Fora Hugo Motta”.
Houve manifestações também em Cuiabá e no Mato Grosso do Sul além da capital Campo Grande, também em Corumbá e Dourados.
Em Belém (PA); Brasília (DF); Salvador (BA); Rio de Janeiro (RJ); Natal (RN), São Luiz (MA); Aracaju (SE); Goiânia (GO); Vitória (ES); Macapá (AP); Fortaleza (CE) Recife (PE) e Maceió (AL).
E também no exterior. Em cidades nos EUA e em Londres.
Ninguém pediu ditadura.
Apenas que as leis sejam cumpridas e que criminosos paguem por seus crimes. Como todo mundo.
E que maus políticos sejam banidos para que a “pacificação” seja feita.
Obrigada bolsonaristas. Vocês foram fundamentais. Sacudiram o gigante adormecido e o acordaram do pesadelo extremista.
A dívida dos democratas convosco será eterna.
Boa noite Brasillllllllll.
Coluna de opinião
Contato: [email protected]
