A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia) em pacientes que usavam canetas da classe dos agonistas de GLP-1, indicadas para diabetes e obesidade, como revelou o g1.
Os casos ainda são tratados como suspeitos e estão sendo acompanhados pela Anvisa. De acordo com a agência, a presença do remédio e da doença na mesma notificação não comprova que um tenha causado o outro.
As notificações envolvem pacientes que usavam Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro.
Noia
A Noia é uma lesão no nervo óptico, a estrutura que leva as imagens do olho até o cérebro. Ela ocorre quando os pequenos vasos que irrigam a parte da frente desse nervo entopem, num processo semelhante ao de um infarto. Sem oxigênio e nutrientes, parte das células nervosas morre, e a visão de um dos olhos piora de repente, em geral sem dor. Na maioria dos casos, a perda é definitiva. A doença é rara e aparece com mais frequência em pessoas que já têm os vasos comprometidos.
É o caso de quem tem diabetes, condição que danifica o endotélio, camada de células que reveste os vasos por dentro, e deixa o nervo mais vulnerável à falta de sangue.
“A diabetes danifica o endotélio, que é a camada que reveste os vasos, e deixa o nervo mais vulnerável à falta de sangue. É um quadro raro, mas que a gente pode ver em pacientes com esse quadro”, explica o oftalmologista Rubens Belfort Neto, doutor e pós-doutor pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
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