Segundo uma investigação do meio digital El Faro, desde 2019 — primeiro ano do mandato de Bukele — dois altos funcionários, Osiris Luna (diretor de Prisões) e Carlos Marroquín (responsável pelo Tecido Social), infiltraram-se em centros penitenciários junto com homens encapuzados para se reunir com a “Ranfla” (cúpula da MS-13). As conversas, documentadas em expedientes do Departamento de Justiça dos EUA, tinham o objetivo defazer com que a gangue reduzisse os assassinatos públicos para projetar uma imagem de êxito na política de segurança. Em troca, o governo ofereceu benefícios carcerários, incentivos econômicos e, segundo a procuradoria estadunidense, apoio implícito para manter o poder territorial da MS-13. A gangue também teria apoiado eleitoralmente o …
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