Antônia Sales sobre a morte da parturiente de Marechal Thaumaturgo: “vamos nos humanizar, pelo amor de Deus”

Familiares da parturiente que morreu em Marechal Thaumaturgo sem atendimento médico, explicam o corrido.

Segundo eles, um mês atrás, a médica que vai de Cruzeiro do Sul para realizar as ultrassonagrafias, havia alertado que o bebê estava com o cordão umbilical enrolado e que ela deveria fazer o parto em Cruzeiro do Sul.

A Secretaria de Saúde do Estado não teria disponibilizado o transporte. Por este motivo buscaram o auxílio da Secretaria de Saúde do município que conseguiu a passagem de rabetão (barco movido por um pequeno motor, localizado na traseira da embarcação).

No hospital de Cruzeiro do Sul, foi-lhe dito que estava tudo bem e ela podia retornar para Marechal Thaumaturgo. Ao procurar o TFD local, a grávida foi informada que uma vez que  havia viajado pela Secretaria Municipal de Saúde de Thaumaturgo, não poderiam ajudá-la. Ela voltou de rabecão.

Três dias depois começou a sentir as contrações. No hospital de Marechal Thaumaturgo, foi atendida por uma enfermeira que a mandou para casa. Não havia médico.

Horas depois, em trabalho de parto, voltou para o hospital e teve o bebê, mas não expeliu a placenta. Foi levada para a enfermaria onde passou a noite.

Pela manhã, a irmã entrou na enfermaria e viu os técnicos tentando reanimá-la sob orientação de um médico de Cruzeiro do Sul,  por telefone. A moça morreu sem que conseguissem extrair a placenta.

Em Cruzeiro Sul apesar dos sintomas, não fizeram teste de covid.  O teste feito depois de morta comprovou que ela estava com covid, o que agravou o estado.

A família está em quarentena, mas o bebê passa bem e está sob os cuidados de amigos.

“Falta um olhar mais humano em todos nós. O médico de Cruzeiro, sabendo da distância e das complicações em caso de emergência poderia tê-la mantido em Cruzeiro. É um conjunto de equívocos que levaram a uma morte que pode se multiplicar em muitas. Deveriam também ter feito o teste de covid. Sabem que o vírus se espalha com rapidez. Morte é um caso sem volta, mas deve ser evitada. Me irmano no sofrimento dessa família”, disse a deputada Antônia Sales (MDB).

 

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