Foi Marco Rubio quem entregou: Flávio Bolsonaro, na condição de candidato à presidência convidou os EUA para participarem da equipe de transição, caso ele seja eleito.
Traição à pátria.
Fim da soberania brasileira. Gritaram os entendidos.
Besteira, rebateram os fanáticos bolsonaristas, muitos deles porque não sabem o que é soberania. Outros deles, os milionários, porque acham que não serão afetados. Erram ambos.
A perda de soberania afeta o dia a dia do cidadão, seja ele beneficiário do Bolsa Família, ou um milionário do agro exportador.
Quando um país perde sua soberania os governantes ficam impedidos de formular qualquer política pública, seja para Educação, Saúde, Infraestrutura, etc. Não pode atender as necessidades sociais. Esqueça verba para estradas. Esqueça Posto de Saúde e Hospital do SUS. Tudo vira rede privada, sob o comando de empresas do país Master. Energia, água, esgoto, também. Mr agronegócio, esqueça os subsídios e observe que quem vai colocar preço no seu produto é o pessoal de lá.. Ah! Você também terá que vender para eles e Zé Finí. Quer goste do preço ou não. O que não interessar a eles, poderão comprar pelo preço que estabelecerem para revender para outros países pelo dobro do que comprarem de você. Isso vale para mineradoras e tudo o resto. E você não terá a quem reclamar. E nem adianta fazer greve de caminhoneiro. A matriz se lixa para a colônia.
A matriz age como um parasita.
Portanto, soberania não é mero discurso político.
A falta dela estabelece uma realidade caótica para os tutorados.
E é ela que os Bolsonaro e seus Miquinhos Amestrados querem entregar. Os Bolsonaro fazem isso às claras- Jair, Eduardo e Flávio Bolsonaro.
Em 2019, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Jair ofereceu a exploração da Amazônia ao ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore. Em 2026, Flávio Bolsonaro foi mais longe- ofereceu o país inteiro através do convite para os EUA participarem da equipe de transição.
O que Marco Rubio considerou “uma generosa oferta”, é uma traição com T maiúsculo. O Brasil entregue de porteira fechada para que a família Bolsonaro continue a enriquecer. O poder como balcão de negócios.
Se Flávio fosse eleito, lá se iriam terras raras, Amazônia, petróleo, água…
O que os Bolsonaro tentam carimbar de guerra espiritual não passa do submundo da política. Na verdade o adversário de Lula na eleição deste ano não é Flávio, são os Estados Unidos que querem nos subjugar através dos Bolsonaro.
E a família se presta. Como se presta!
Uma equipe de transição serve para organizar a passagem de informações entre o governo que está saindo e o governo eleito, não para atuar sob demanda de outro país. “Transição de governo é a transição do governo que está de saída para o governo que está chegando. Não é transição de governo à disposição de nenhum país”. Palavras valiosas de Natuza Néri
Pela legislação brasileira, a transição formal de governo só ocorre depois da eleição, com equipe indicada pelo candidato eleito para receber dados da administração pública federal e preparar os primeiros atos do novo governo.
Para o analista geopolítico, Marcelo Zero, a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deveria seja impedida porque a iniciativa dele representa um ato de renúncia à soberania nacional e configura um grave crime contra os interesses do país.
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