Jair Bolsonaro está levando o STF à pagode.
E não é de agora.
O camaleão que quando era presidente desafiava o STF dizendo que não respeitaria ordens da suprema corte, candidamente convidou o ministro Alexandre de Moraes para ser seu vice.
Quando se refugiou na embaixada da Hungria, após ter o passaporte apreendido, tinha um texto de pedido de asilo à Argentina salvo em seu celular, mas saiu dizendo que conversava com chefes de Estado estrangeiros sobre interesses do Brasil e “ponto final”!
Para ele nada tem conexão, nem a violação da tornozeleira eletrônica na noite em que seu filho Flávio Bolsonaro convocou uma manifestação na entrada do condomínio em que ele mora, o que favoreceria uma fuga, principalmente porque o aeroporto privado da família Piquet é localizado a 200 metros do condomínio em que mora. Ele só tentou arrancar a tornozeleira com um ferro de solda “por curiosidade”.
Na Papudinha, tocou o terror: caía da cama, se machucava, a pressão descompensava, os soluços aumentavam, a unha do pé e o fio de cabelo doíam. Todo dia uma coisa nova.
Voltou para a tornozeleira e lançou uma Carta aos Brasileiros que “não sabia que seria tornada pública”. Era pessoal. Afinal, considera seu filho Flávio Bolsonaro “brasileiros”. É assim que o chama desde criança: “brasileiros”, vem tirar minha bota, e Flávio acorria.
Detalhe, os advogados de defesa disseram que Jair não tem nada a ver com o fato da carta aos brasileiros que era dirigida apenas a Flávio Bolsonaro ter sido divulgada em redes sociais.
Não é só cara de pau. Isso é método de narcisista para ocupar lugar e alimentar as manchetes que a mídia generosamente lhe concede, esquecendo o caos que foi seu governo e o risco que o Brasil correria se elegesse seu filho mais velho, um sujeito que nunca trabalhou e não tem a menor noção do que é administrar um país. A menos que terceirizar o país às milícias seja considerado administrar.
Como um rei quer passar a coroa ao filho mais velho e explorar o Brasil e os brasileiros em benefício próprio como fez durante quatro anos.
A família Bolsonaro é pai engolindo filho, filho engolindo a mãe e a madrasta para se safar. Mas isso é reflexão para outra coluna.
Por enquanto pensemos nos 838 mil presos pelo Brasil afora distribuídos em 483 mil vagas, sendo que 293.000 deles ainda não foram julgados. Imagine se só a metade deles incomodasse tanto e tivesse tanta atenção quanto o Jair condenado a 27 anos. Ou pior, se levasse a justiça à pagode…
Bom dia para os que não se deixam enganar pelos canastrões da política.
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