No Brasil, os trabalhadores negros recebem 40% a menos que trabalhadores brancos no mercado de trabalho, de acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O levantamento mostra que o rendimento de trabalhadores negros é 40% inferior aos brancos. Dentre os que têm ensino superior, essa diferença chega a 32% entre negros e brancos. Ao longo da vida laboral, os trabalhadores negros recebem, em média, R$ 899 mil a menos que os não negros. Essa diferença chega a R$ 1,1 milhão quando a comparação é entre trabalhadores com ensino superior.
A pesquisa ainda mostra que nas 10 profissões mais bem pagas, os negros representam apenas 27% dos ocupados, enquanto são 70% dos trabalhadores nas 10 ocupações com os menores rendimentos. O Diesse também destaca que uma em cada seis mulheres negras trabalha como empregada doméstica.
“As estatísticas socioeconômicas do Brasil mostram que, historicamente, a situação das pessoas negras é pior do que a do restante da população. É um resquício da escravidão que, mesmo reconhecido, se mantém na sociedade. O mercado de trabalho talvez seja um dos meios onde a discriminação racial e a desigualdade sejam mais evidentes”, diz um trecho do relatório.
Segundo a pesquisa, quase metade dos ocupados negros estava em trabalhos informais: 46% das mulheres e 45% dos homens. Entre os não negros, apesar de elevada, a taxa de informalidade era mais de 10 pontos percentuais menor do que entre negros (34%).
Além disso, o rendimento de pessoas negras é sempre inferior ao de pessoas brancas, como mostram gráficos sobre as 10 ocupações com os maiores rendimentos, onde os trabalhadores negros representam apenas 27% dos profissionais.
Em relação às 10 ocupações com os piores rendimentos, os trabalhadores negros representam 70% dos profissionais.
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
