A diretora executiva da New York Civil Liberties Union, Donna Lieberman, afirmou durante coletiva: “Eles querem que tenhamos medo, que acreditemos que não há nada que possamos fazer para detê-los” e completou: “Mas sabem de uma coisa? Eles estão errados — completamente errados.”
A Casa Branca reagiu minimizando os protestos. A porta-voz Abigail Jackson declarou: “As únicas pessoas que se importam com essas sessões de terapia contra Trump são os repórteres pagos para cobri-las.”
Ironia e criatividade contra o autoritarismo
Os atos também foram marcados por ações criativas. Em Washington, um grupo fantasiado de insetos usava coletes com a sigla “LICE”, em referência ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), em tom de sátira.
O participante Bill Jarcho explicou: “O que oferecemos é zombaria ao rei” e acrescentou: “Trata-se de pegar o autoritarismo e ridicularizá-lo, algo que eles detestam.”
Segundo os organizadores, dois terços dos participantes vieram de regiões fora dos grandes centros urbanos, incluindo estados tradicionalmente conservadores, o que indica uma ampliação da base de oposição ao governo Trump.
Mobilização global contra Trump e a guerra
Os protestos também ocorreram em diversos países. Em Roma, milhares marcharam contra políticas conservadoras e em defesa da democracia. Em Paris, centenas de pessoas — incluindo norte-americanos residentes na França — se reuniram na Bastilha.
A organizadora Ada Shen declarou: “Eu protesto contra todas as guerras intermináveis de Trump, ilegais, imorais, imprudentes e irresponsáveis.”
Em Londres, manifestantes exibiram cartazes como “Parem a extrema-direita” e “Levantem-se contra o racismo”, associando a guerra no Irã ao avanço de forças ultrarreacionárias.
Um movimento de massa contra a extrema-direita
A dimensão dos protestos revela um cenário de forte contestação ao governo Trump. Para milhões de pessoas, suas políticas representam uma ameaça direta à democracia, aos direitos civis e à estabilidade global.
Segundo o BR 247, a mobilização “No Kings” se consolida, assim, como um dos maiores movimentos de contestação popular da atualidade, reunindo multidões contra a guerra, o autoritarismo e o avanço da extrema-direita nos Estados Unidos e no mundo.