Bittar também se indispôs com Alan Rick (Republicanos), ou seja não tem apoio de nenhum dos candidatos ao governo e poderá ter que tentar uma candidatura avulsa
De acordo com Alemão Monteiro do site 3 de julho, Márcio Bittar (PL), se distanciou de Mailza Assis (PP), atual governadora e pré-candidata ao governo do Acre. Ele sequer participou da cerimônia de transmissão de cargo de Gladson Cameli para Mailza. Gesto que foi interpretado nos bastidores como um sinal claro de desalinhamento político, ampliando a desconfiança dentro do próprio PP, que já demonstra resistência em apoiar o senador.
Lideranças do Progressistas, segundo Alemão, não escondem o incômodo com a postura de Bittar, vista como ambígua e pouco comprometida com o projeto do partido no estado. A percepção é de que o senador mantém um jogo duplo, buscando viabilizar sua reeleição sem assumir, de forma clara, um lado na disputa pelo governo.
Paralelo a isso, Bittar se aproxima do grupo político ligado ao ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), que também quer ser governador, apesar de ter se afastado de Bocalom anteriormente para se aproximar do Progressistas. Agora, diante da rejeição dentro do PP, o senador tenta fazer as pazes novamente com o grupo do ex-prefeito, potencial adversário direto de Mailza na corrida pelo governo. Essa movimentação reforça a leitura de que Bittar busca manter portas abertas em diferentes campos, mesmo que isso comprometa sua credibilidade entre aliados.
A situação se torna ainda mais delicada diante do avanço de outras pré-candidaturas, como as de Eduardo Veloso (Solidariedade) e Mara Rocha (Republicanos), que aumentam a pressão sobre Bittar. Com o cenário cada vez mais fragmentado, a indefinição do senador pode acabar isolando-o politicamente, cada vez mais, com o carimbo de “não confiável”.
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