Levantamento citado pela Folha de S.Paulo mostra que caminho liga Peru ao Acre e escoa entorpecentes para PCC e CV; estado se torna peça-chave na logística do crime organizado
A rota, que começa na região de Ucayali, no Peru, atravessa o Acre e segue pela BR-364, integra um dos principais corredores logísticos do tráfico. A partir dela, a droga é escoada para outros estados, abastecendo mercados dominados por organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) , que hoje atuam em escala nacional e internacional.
Esse cenário faz parte de uma estratégia mais ampla das facções, que deixaram de atuar apenas localmente e passaram a operar como redes articuladas, com foco na expansão territorial e no aumento dos lucros. Enquanto o PCC investe em logística e exportação, o CV aposta no controle de áreas estratégicas, especialmente na região Norte, onde rotas fluviais e de fronteira facilitam o transporte.
A presença dessas rotas mostra a importância geográfica do Acre dentro do tráfico internacional, especialmente por sua proximidade com países produtores de cocaína. Nesse contexto, alianças entre facções e grupos regionais têm se intensificado, transformando o estado em peça-chave na engrenagem do crime organizado.
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