O Super El Niño pode aumentar a ocorrência de eventos climáticos extremos no Brasil, como chuvas intensas, enchentes, secas e calor acima da média. Essas mudanças alteram a oferta de alimento, água e abrigo para a fauna e podem deslocar animais para áreas mais próximas das populações humanas.
O biólogo Roberto Leonan M. Novaes, pesquisador da Fiocruz, alerta que esse cenário pode afetar espécies que atuam como vetores ou reservatórios de microrganismos. Mosquitos, aves, roedores e morcegos podem mudar de distribuição, abundância ou comportamento, criando condições favoráveis para doenças como dengue, chikungunya, malária, leptospirose, hantavirose e raiva.
Chuvas prolongadas ampliam os criadouros de mosquitos e favorecem a sobrevivência de caramujos e a atividade de carrapatos em locais úmidos. Já a estiagem pode concentrar roedores perto de estoques de alimentos e levar mosquitos a reservatórios artificiais de água. Enchentes também elevam a exposição a águas contaminadas, enquanto o desmatamento intensifica o contato entre animais silvestres, domésticos e seres humanos. Com informações do DCM
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