Ben Gvir afirmou que um ‘terrorista’ queria derrubar o avião e matar israelenses. “A noção ingênua de que nossos inimigos prezam pela vida e de que devemos ter pena deles recebeu mais uma prova esta manhã, na figura de um terrorista que planejava derrubar um avião e assassinar os 180 israelenses a bordo”, disse Itamar Ben Gvir, ministro da extrema direita de Benjamin Netanyahu.
Ben ainda disse que o incidente foi uma ‘tentativa de ataque terrorista jihadista’ e elogiou os passageiros que interviram e ajudaram a conter o agressor. O voo FZ1073 da companhia Flydubai saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e tinha como destino Tel Aviv. Mas duas horas após a decolagem, emitiu um código de emergência, segundo o site de rastreamento Flightradar24.
Minutos depois, o sinal mudou para um outro código, geralmente usado para casos de sequestro ou interferência ilegal, mas posteriormente voltou a alertar apenas para uma emergência geral.
“Durante o voo, quando se aproximavam de Israel, um dos pilotos esfaqueou o outro e, aparentemente, tentou derrubar o avião com os passageiros a bordo“, disse o premiê.
Netanyahu ainda afirmou ter conversado com um dos passageiros israelenses a bordo que relatou que, durante o ataque, a aeronave começou a cair girando em espiral.
“Ele me disse que, de alguma forma, conseguiu invadir a cabine de comando com um dos tripulantes e, juntos, dominaram o piloto responsável pelo esfaqueamento enquanto ele tentava sabotar os sistemas da aeronave“, continuou o primeiro-ministro, que saudou a coragem dos ‘heróis’ que ‘salvaram muitas vidas’.
Outros dois pilotos que estavam à borda da aeronave assumiram o comando após o ataque e conseguiram pousar em segurança.