O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado ao Partido Democrata, detonou o governo de Donald Trump após o republicano dizer que aprova a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) ao pais. A Casa Branca informou que vai conceder vistos ao senador e a seus familiares.
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara comparou os vistos concedidos à política migratória americana para pessoas que fogem de guerras e conflitos. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, escreveu o grupo nas redes sociais.
Questionado por jornalistas, Trump associou sua posição à eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25), quando Flávio Bolsonaro perdeu a disputa. “Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles”, afirmou.
Nesta terça (27), o Departamento de Estado dos EUA comunicou que permitirá a entrada de Flávio e de sua família no país.
Democratas questionam acolhimento a Flávio Bolsonaro
O candidato democrata Isaiah Martin chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso” e detonou os gastos públicos com a família do senador. “Agora, o contribuinte americano vai arcar com os custos para proteger sua família criminosa e suas viagens de luxo pelo nosso país”, afirmou.
O deputado democrata Joaquin Castro também contestou a hipótese de o brasileiro buscar asilo. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu. Castro afirmou que o governo Trump precisa explicar ao Congresso qualquer participação na saída de Flávio do Brasil diante das determinações judiciais brasileiras.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou Flávio entregar seus passaportes na segunda (26). O prazo para a entrega à Polícia Federal terminou às 11h desta terça, sem que o senador apresentasse os documentos.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro entraram no país pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, às 22h50. O órgão declarou que os quatro apresentaram documentação válida e não tinham impedimento legal para cruzar a fronteira.
Moraes determinou a entrega dos passaportes em uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro em negócios que envolveriam empresas do advogado Willer Tomaz e casas de apostas. Flávio e Tomaz reconhecem amizade, negam sociedade e rejeitam qualquer irregularidade.
O senador também responde a inquérito da Polícia Federal sobre possível financiamento da produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. As informações são do DCM
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