Quem joga na destruição do País tem justificativa para escolher o bolsonarista de extrema-direita, mas os que o procuram apenas por não gostar do atual presidente precisam entender o mal maior que estarão ajudando a consumar contra o Brasil e os seus filhos
As novas revelações sobre mentiras, omissões e envolvimento de Flávio Bolsonaro em escândalos financeiros e associações altamente suspeitas podem fazer a diferença a favor do presidente Lula na situação de empate técnico em que a disputa presidencial se encontra. Mas isso vai depender de um fator fundamental: a capacidade de as pessoas, especialmente na camada média da população, se escandalizarem com os descaminhos da vida do candidato bolsonarista e reconhecerem a dimensão dos estragos que ele pode impingir ao país em caso de vitória no dia 25.
Não há desculpa para qualquer tipo de desinformação sobre quem é, o que representa e o quanto de mal pode fazer Flávio Bolsonaro à sociedade brasileira.
Ontem, circulou com destaque a informação de que ele amealhou nos últimos anos R$ 14 milhões com seu escritório de advocacia, em paralelo à atividade de senador, instalado em sua própria casa. Em paralelo, noticiou-se amplamente que seu amigo e parceiro Willer Tomaz, o advogado que foi, até recentemente, o maior apostador do Brasil em 2025. Ele gastou ou, como se suspeita, lavou nada menos que R$ 5 bilhões em bets online, segundo nota técnica do Ministério da Fazenda.
A ligação entre Flávio e Willer é direta. O advogado é acusado pelo jogador Richarlison, que fez parte da Seleção Brasileira, de ter tomado dele uma mansão em Ilha Grande, pertencente ao município de Angra dos Reis, no valor de R$ 10 milhões. A mesma mansão foi visitada por Flávio Bolsonaro quando Richarlison tentava vendê-la, antes de perdê-la para o advogado.
Em acréscimo a todos os escândalos com o envolvimento de Flávio Bolsonaro revelados durante a campanha – a começar pela obtenção por ele de R$ 130 milhões do banqueiro corruptor Daniel Vorcaro -, as novas informações testam ainda mais duramente a índole do eleitor bolsonarista. Quem tem consciência de que estará escolhendo um parceiro de milícias, corruptos e lavadores de dinheiro para comandar o Brasil, ok, está votando na pessoa certa.
Flávio vai fazer do País uma bagunça, conforme ele mesmo adiantou a donos de propriedades rurais na região da Amazônia. “Vocês vão poder fazer o que quiserem”, comprometeu-se. Incêndios florestais, aumento do contrabando e maior presença do crime organizado na região já estão, assim, endereçados.
Mas aqueles que escolhem esse lado negro com o objetivo único e exclusivo de tirar Lula do poder e, como dizem, ‘varrer o PT’, precisam pensar duas vezes. Para este fim, que politicamente é até legítimo, estarão entregando o Brasil inteiro, com milhões de crianças, jovens, mães e pais de famílias, aposentados e pessoas de bem dentro. A população será simplesmente massacrada pela sanha bolsonarista por dinheiro e poder, despertando núcleos de ódio e violência em praticamente todas as regiões brasileiras. A sociedade brasileira não merece esse destino anunciado.
Quem não gosta de Lula, do PT, do vermelho ou de qualquer sinal de representação dessa ala política pode votar branco. Em nenhuma situação o voto em Flávio se justifica. Ele é contra nossos filhos, representa a síntese da minoria bandida da sociedade brasileira, irá entregar as riquezas nacionais à exploração americana, tornará a todos nós mais pobres e infelizes. Sobrarão seus amigos, protegidos e os que lucram com a desgraça alheia. De sua gestão, talvez nunca mais o Brasil se recupere, e logo em um momento que está se levantando como grande Nação, independente e soberana. O projeto representado por Flávio é não mais do que acabar com tudo o que conhecemos do Brasil bom até aqui.
Por Marco Damiani
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