E não, não estou falando de rachadinhas, de emendas parlamentares desviadas, joias apropriadas indevidamente ou de Rolex recebidos de presente em lanchas
A extrema direita, mundo afora, segue provando que a política, para ela, não passa de atalho para construir ou ampliar fortunas. E não, não estou falando de rachadinhas, de emendas parlamentares desviadas, joias apropriadas indevidamente ou de Rolex recebidos de presente em lanchas. Isso é peanuts. Dinheiro de esmola.
No Brasil, os escândalos do Banco Master, das bets e do INSS deixam cada dia mais clara a relação umbilical de Flávio Bolsonaro com seus protagonistas. O ainda senador negociou pessoalmente com Daniel Vorcaro, dono do Master, ao menos US$ 12 milhões para o filme sobre o pai. Ao banqueiro, escrevia: “irmão, estou e estarei contigo sempre”. A PF investiga o caso por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e suspeita que parte dos recursos tenha bancado Eduardo Bolsonaro nos EUA e, talvez, agora esteja cobrindo os custos do próprio Flávio em terras do Tio Sam. Amigo e advogado de Flávio, Willer Tomaz é investigado pela PF por lavar mais de US$ 1 bilhão em apostas. E as empresas do senador dividiam sala e contador com as firmas do “Careca do INSS”, pivô da fraude contra aposentados. Em breve, tudo isso deve vir à tona.
Trump, por sua vez, nem disfarça que guerras e tarifaços servem para garantir ganhos no mercado de petróleo e de minerais críticos. Depois do sequestro de Nicolás Maduro, o primeiro lote de petróleo venezuelano vendido pelos EUA foi parar numa empresa de um megadoador da campanha. Enquanto isso, os filhos do presidente aparecem ligados a companhias de mineração que disputam contratos e bilhões em financiamento do próprio governo americano. O ataque ao Irã completa o retrato de quem move as peças.
Por Oliveiros Marques
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