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O desabafo de um morador de Merchal Thaumaturgo viralizou nos grupos de whatsapp na manhã desta sexta-feira: “Marechal Thaumaturgo, cidade muito hospitaleira. Recebe bem demais quem aqui chega. Mas que não tem recebido a devida atenção dos seus governantes. A População Thaumaturguense sofre demais com descaso da saúde. O Hospital do Governo fica periódicamente sem médicos. A Pista da Pouso da Cidade está interditada há meses. Faltam insumos para realização de exames básicos. Bravos são os funcionários, gigantes pela própria natureza, guerreiros que na Pandemia não fugiram da luta mesmo com tanta falta de estrutura, recursos e equipamentos apropriados. Atenção Senhor Governador… Nossa cidade não pode ficar sem médico. Thaumaturgo é isolada.. não dá pra ficar sem pista de pouso. Atenção autoridades De Marechal Thaumaturgo… Não fiquem calados… População está sofrendo demais..”.
Sem pista de pouso e sem médico no hospital, os pacientes precisam ser transportados de canoa para o hospital Regional em Cruzeiro do Sul.
A distância entre as duas cidades é de quase 143 km em linha reta. O que significa entre a 7 e 8 horas de viagem de voadeira ou um dia inteiro se a viagem for feita de canoa. Com o nível das águas dos rios baixa neste período, a travessia se limita à canoas. Quanto mais o verão avança, maior a dificuldade de acesso.
Quando saiu do Deracre, o engenheiro Thiago Caetano deixou R$ 50 milhões em caixa para a recuperação das pistas de pouso e aeroportos do interior. Os técnicos do Deracre sabem que é preciso aproveitar o período de cheia dos rios para transportar os insumos, mas segundo os moradores de Marechal Thaumaturgo, os insumos e máquinas não chegaram, o que significa que qualquer obra só poderá ser realizada no próximo ano. Até lá os pacientes, até os de covid-19, terão que enferntar um dia de viagem em canoas para obter tratamento em Cruzeiro do Sul.
O governador Gladson Cameli está há dois anos e quatro meses a frente da administração do Acre. Ele obteve 49,49% dos votos em Marechal Thaumaturgo.
Ao tomar conhecimento do problema, o deputado Luiz Gonzaga (PSDB), infomou que vai solicitar agilidade na recuperação da pista de pouso e providências imediatas em relação ao hospital: “É preciso tomar providências urgentes. Não podemos deixar as pessoas entregues à própria sorte. Estamos em meio a pandemia, pessoas estão morrendo. Não para fingir que nada está acontecendo. As autoridades tem que agir e agir rápido. Vou cobrar isso”.
De acordo com informações, a empresa responsável pela reforma e manutenção das pistas de pouso do Vale do Juruá é a Atlas, que teria sido contratada pelo Deracre através de uma carona da Seinfra.
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