Pais de alunos reclamam que seus filhos não estão conseguindo frequentar as aulas do colégio Dom Bosco por falta de motoristas.
O Dom Bosco é o único colégio especial com atendimento adaptado de acordo com a deficiência. Na semana passada, o atendimento especial voltou a ser oferecido, após quase dois anos sem aula. Entretanto, os alunos não comparecem porque apesar de haver cerca de 30 veículos para fazer o transporte desses alunos, os motoristas não têm o curso exigido para o transporte de alunos com deficiência.
Os alunos têm direito ao transporte. Os motoristas de vans ou ônibus que prestam o serviço de buscar e levar os alunos, precisam de um certificado de curso especial. O serviço é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação.
No início da pandemia de covid-19 o então Secretário de Educação, Mauro Jorge, cancelou a licitação para a contratação do serviço de condutor com monitor para alunos matriculados no Dom Bosco.

Desde então nenhuma providência conhecida foi tomada para garantir o retorno às aulas presenciais. Segundo os pais de alunos que procuraram a reportagem, as crianças necessitam das aulas. Sem elas e após quase dois anos sem a rotina escolar, as crianças apresentam o agravamento de sua situação original e comorbidades. Algumas crianças estão se mutilando.
Os ônibus estão estacionados no pátio do colégio Dom Bosco.

A exigência que os responsáveis pelo transporte escolar de alunos com deficiência tenham que ter monitores treinados para auxiliá-los no embarque e desembarque é um projeto de 2009, de autoria do deputado Moreira Mendes (PSD-RO). O PL 5596, estabelece ainda que o auxiliar tem que apresentar a cada três anos uma certidão negativa relativa aos crimes de roubo, estupro, homicídio, corrupção de menor, tráfico de drogas e furto.
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