Menina de 11 anos envenenada com soda cáustica permanece em estado grave na UTI de Rio Branco

Menina de 11 anos envenenada com soda cáustica permanece em estado grave na UTI de Rio Branco

Crime ocorreu na última sexta-feira (3), no bairro Apolônio Sales; vítima sofreu lesões graves no esôfago e estômago e precisará de cirurgias complexas; madrasta é a principal suspeita

Ainda permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital da Criança a menina de 11 anos que teria sido envenenada com soda cáustica pela própria madrasta. O crime, que chocou a capital acreana, ocorreu na última sexta-feira (3), no bairro Apolônio Sales, e mobiliza uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

Segundo informações de familiares, o quadro clínico da criança é delicado e não há qualquer previsão de alta. A ingestão da substância química causou danos severos ao sistema digestivo da vítima. Os exames identificaram lesões graves no esôfago e no estômago. Devido aos ferimentos internos, a criança não pode ingerir alimentos por via oral, recebendo apenas hidratação intravenosa.

A equipe médica monitora a paciente continuamente e confirmou que ela precisará passar por uma série de procedimentos cirúrgicos complexos ao longo de um tratamento de longa duração. A prioridade dos médicos no momento é estabilizar completamente as funções vitais da paciente para determinar o momento seguro de iniciar as intervenções cirúrgicas.

A Polícia Civil já instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias do ocorrido. A principal linha de investigação trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio por parte da madrasta, que teria oferecido o produto químico à enteada. A suspeita, identificada como Luciene da Silva Santos, de 38 anos, foi presa preventivamente no domingo (5) e está à disposição da Justiça.

Para não comprometer o avanço das buscas e a coleta de provas, a delegada responsável pelo caso informou que não emitirá declarações públicas neste momento. Em paralelo, o Ministério Público acompanha de perto os desdobramentos para garantir a total proteção dos direitos da menor.

Enquanto a investigação avança, uma rede de apoio formada por familiares, amigos e voluntários se concentra no hospital para oferecer assistência e acompanhar a recuperação da menina. Uma campanha de doação de sangue tipo O+ foi organizada para ajudar na estabilização da criança. O Ministério Público pediu a prisão preventiva da madrasta, que foi acatada pela Justiça. As informações são do O Alto Acre

 

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