O Fórum Sindical, Popular e da Juventude, juntamente com todos os sindicatos, movimentos e associações, oficializam nesta quinta-feira (20/01), uma Carta Denúncia ao Ministério Público Estadual com objetivo de solicitar intervenção para solucionar o caos que a falta de gestão do prefeito Bocalom vem ocasionando tanto para os usuários, quanto para os trabalhadores do setor.
Apesar do “socorro financeiro”no valor de R$ 2,4 milhões, dados pela prefeitura da capital aos empresários do transporte coletivo, teóricamente destinado ao pagamento dos motoristas e demais funcionários, os trabalhadores só receberam o referente à primeira quinzena de novembro. O restante do mês de novembro, o mês de dezembro e o 13º salário, não foram pagos. Além disso, os empresários cortaram benefícios como os sacolões. Atualmente os funcionários trabalham de maneira precária sendo pagos apenas com diárias.
Durante os dias 16 e 17 de janeiro de 2022, o sistema de transporte coletivo parou totalmente em Rio Branco. Áudios que circularam nas redes sociais, mostravam que a iniciativa da paralisação de 100% não se deu por iniciativa dos trabalhadores.
A justiça não se manifestou apesar de em greves de trabalhadores exigir que entre 70 a 80% da frota permaneça circulando, sob pena de multas.
O Movimento Social, assumiu o protagonismo da luta e vai entregar uma Carta Denúncia ao MPE. A entrega ocorrerá logo após um ato público marcado para às 9h, na frente do Ministério Público Estadual. Na Carta, eles pedem que sejam tomadas providências em face das empresas que operam o transporte coletivo na capital terem descumprido o decreto do prefeito que as obriga a garantir a circulação do total da frota.
Mesmo com os transtornos que os usuários enfrentam com a nova onda de covid associada a de gripe H3N2, que faz com que necessitem ainda mais do transporte coletivo para poder chegar às unidades de saúde, o prefeito Tião Bocalom (PP), não convocou os vereadores para debater o assunto e buscar uma solução.
“O que vemos é o prefeito convocando uma sessão extraordinária para debater sua reforma administrativa com a criação de novos cargos, quando deveria convocar uma sessão extraordinária para debater o problema do transporte coletivo que afeta a vida de milhares de pessoas”, desabafa o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá.
De acordo com o decreto de intervenção operacional e financeira publicado em 21/ 12/ 2021 e com validade de quatro meses ficou afastada toda e qualquer ingerência do SINDCOL ou das CONCESSIONÁRIAS na administração dos bens e serviços prestados pelo SINDCOL além de facultar a requisição pelo Município, de todo acervo material, bem como assim de todo pessoal necessário à execução eficiente do sistema de geração de créditos, venda, recebimento, controle e repasse dos créditos tarifários do SITURB.
Ocorre que, na interpretação dos Movimentos Sociais, o decreto, perfeito no texto, é letra morta. Não foi cumprido.
Foto- G1
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
