O mercado financeiro, os economistas liberais e a mídia tradicional cobram, incansavelmente, que o governo federal preze pelo déficit zero, mesmo que para isso tenha de cortar investimentos nas áreas de infraestrutura, educação e saúde.
Mas, para Renato Meirelles, presidente do Data Favela e membro do conselho de professores do IBMEC, o maior exemplo de Estado mínimo que temos hoje e sua respectiva realidade são as periferias de todo o país.
“Se tem um lugar em que o Estado não existe é na favela. A favela é a concentração geográfica das desigualdades brasileiras onde o Estado não tem nem o monopólio da força, garantido pela Constituição”.
O Brasil soma 148 milhões de pessoas que pertencem às classes C, D e E, população superior à da Alemanha (83 milhões) e Espanha
Já em relação às favelas, são 11.400 comunidades espalhadas por todo o território nacional, que, apesar do estigma negativo, concentram todas as características dos líderes do futuro, elencadas pelo Fórum Econômico Mundial de Davos: resiliência, capacidade de trabalhar em grupo, capacidade de trabalhar com a adversidade.
Segundo Meirelles, quando uma pessoa cresce em uma favela, ou ela desenvolve tais habilidades ou estará perdida.
Por Camila Bezerra via Jornal GGN
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