Fogo no parquinho do PL: bolsonaristas batem boca em live enterrando candidatura de Carluxo em SC

Fogo no parquinho do PL: bolsonaristas batem boca em live enterrando candidatura de Carluxo em SC

Uma live realizada nesta sexta-feira (7) expôs de vez o racha entre bolsonaristas de Santa Catarina. As deputadas Ana Campagnolo (PL-SC) e Júlia Zanatta (PL-SC) travaram um debate tenso sobre a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo estado. Em meio a interrupções, cobranças e indiretas, a transmissão acabou revelando o desgaste interno do PL catarinense e o isolamento político do filho do ex-presidente.

A crise se arrasta há semanas. A migração de Carlos para Santa Catarina fechou o espaço para a candidatura da deputada Caroline de Toni, favorita do PL local para o Senado. A entrada de Carluxo foi vista por lideranças do estado como uma imposição da família Bolsonaro, gerando reações públicas e notas de repúdio — inclusive da Fiesc, que criticou a “importação de candidatos”.

O auge da live ocorreu quando o senador Jorge Seif (PL-SC) entrou de surpresa na transmissão. Campagnolo perdeu a paciência: “Eu não participo de nada com esse cidadão”, disse, antes de abandonar a conversa. Nos minutos anteriores, ela já havia reclamado de ataques da família Bolsonaro, afirmando que foi chamada de “mentirosa” por Carlos e que “deveria receber desculpas”. Para a deputada, Carluxo “empurrou Carol para fora do partido”.

Zanatta, por sua vez, questionou Campagnolo sobre a aliança do PL com o PP e acusou a colega de não defender uma chapa pura que mantivesse Carol e Carlos juntos. Campagnolo rebateu dizendo que romper a federação colocaria em risco a reeleição do governador Jorginho Mello. “Ele pode vir e perder, só não pode ameaçar o Jorginho”, afirmou.

Seif defendeu que os três — Carlos, Carol e Amin — concorram simultaneamente, numa manobra considerada inviável eleitoralmente. Campagnolo ironizou: “Tem dois votos e diz que vai votar nos três”.

Ao longo da live, as deputadas trocaram farpas sobre a atuação dos senadores catarinenses, o papel da família Bolsonaro no estado e o impacto da candidatura de Carluxo no projeto político local. Campagnolo reiterou que apenas discordou de uma “estratégia ruim”, negou qualquer ruptura com o bolsonarismo e voltou a criticar a condução do processo: “Se toda opinião diferente for expurgada, como pretendem chegar ao poder?”

A transmissão terminou quando Campagnolo deixou a conversa para encontrar o governador em um evento em Blumenau. Nos bastidores, cresce a avaliação de que Carlos Bolsonaro entrou em Santa Catarina impondo um conflito desnecessário e que a orientação da família agora é “baixar a cabeça” para tentar reconstruir pontes na direita catarinense.

A deputada estadual Ana Campagnolo criticou o uso da estrutura bolsonarista para atacá-la nas redes e questionou o tratamento desigual dentro do grupo.

“Você acha que quem tem que ser tratado com mais respeito dentro do bolsonarismo, eu ou o Amin? Então por que, para rifar o Amin, o Carlos fala indiretamente, sutilmente e ‘fofamente’, mas para acabar comigo eles botam toda a força do gabinete deles lá para trabalhar contra mim? Por quê?”, disparou, ao lado da deputada Júlia Zanatta. Com informações do DCM

 

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