Dados divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde mostram que o Acre apresentou tendência de queda nas notificações de HIV em 2025. Após 317 casos registrados em 2023 e 353 em 2024, o estado contabilizou 283 novos casos este ano. A redução também é observada entre gestantes: foram 23 casos em 2023, 14 em 2024 e 13 em 2025, resultado que reforça a possibilidade de certificação do Acre para eliminação da transmissão vertical do HIV.
Segundo o chefe do Núcleo de Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesacre, Jozadaque Beserra, os avanços refletem a ampliação da prevenção combinada, com maior oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento tomado todos os dias por pessoas que não têm HIV, mas querem reduzir o risco de infecção, e profilaxia pós-exposição (PEP), tratamento de emergência para quem pode ter sido exposto ao HIV, além da expansão da testagem rápida e do autoteste, e do fortalecimento dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e dos Serviços de Assistência Especializada (SAE) no interior.
Apesar dos avanços, a Sesacre alerta para outro desafio: o abandono do tratamento. Muitas pessoas iniciam a terapia antirretroviral, mas interrompem o acompanhamento, comprometendo o controle da carga viral e aumentando o risco de evolução da doença e de transmissão.
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