Com apoio do Estado e da Cozinha Solidária Marielle Franco, comunidade do Mutamba passa a receber 120 refeições diárias

Com apoio do Estado e da Cozinha Solidária Marielle Franco, comunidade do Mutamba passa a receber 120 refeições diárias

Por meio da parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que cedeu um espaço ao Estado para produção de marmitas diárias pela Cozinha Solidária Marielle Franco, no bairro Habitasa, mais adultos, crianças, idosos e pessoas com deficiência passam a ter refeições no prato na hora do almoço.

Com as duas cozinhas em funcionamento, do bairro da Paz e do Habitasa, são cerca de 500 marmitas produzidas por dia para beneficiar diferentes comunidades em vulnerabilidade social, de acordo com a coordenação, e com a próxima inauguração na comunidade Mutamba, o número pode chegar a mil pessoas beneficiadas por dia.

A coordenadora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Nilciany Vilaço, destaca que o termo de fomento entre a secretaria e a cozinha solidária fortalece ainda mais as iniciativas, que ajudam na compra de insumos e alimentos durante o ano.

O coordenador da ocupação Mutamba, Valter Olímpio Meneses Correia, explica que buscou trazer a cozinha para o bairro quando soube da iniciativa e que hoje toda a comunidade agradece.

“Quem tem fome, tem pressa”

A frase criada por Herbert de Souza para mobilizar a sociedade no combate à fome e à miséria representa exatamente a urgência das ações que estão sendo desenvolvidas em prol da comunidade acreana.

Risomalia de Paula Souza, coordenadora da Cozinha Marielle Franco, evidencia a importância do apoio estadual:

“Para nós, está sendo muito importante, porque nós estamos conseguindo atender mais a comunidade. Nós não estamos só em um bairro, estamos atendendo já em três bairros. Então é muito importante nós termos essa parceria com a Secretaria de Assistência Social, para que possamos atender não só aqui no Mutamba, mas também em outros locais que precisam”, destacou.

No local, cada pessoa pode levar para casa até 4 marmitas. Até o momento, 113 pessoas estão sendo beneficiadas, mas a meta é chegar a 250, com o objetivo de atender mais famílias em insegurança alimentar. Além disso, a comunidade sonha com a inauguração da própria cozinha no bairro.

“É uma luta que não é fácil, mas graças a Deus está dando tudo certo. E, assim, nossa luta maior agora mesmo é inaugurar a nossa cozinha daqui, porque às vezes faltou uma marmita, tem que comprar lá no centro. Nós não temos transporte, nós temos que estar tirando do bolso. Então, a cozinha estando aqui vai ser melhor”, realçou o representante Valter.

“É uma cozinha que abrange muita gente. As pessoas pessoas que estão junto, trabalhando voluntariamente, estão se doando para as pessoas próximas, que estão com mais vulnerabilidade alimentar, que estão com necessidade. Então, isso aí é um grande avanço”, enfatizou o presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Ronaldo Teles.

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