A polícia de São Paulo está investigando quadrilhas que encontraram uma nova estratégia para aplicar golpes pelo celular: a venda ilegal de bancos de dados pessoais obtidos de forma criminosa. A reportagem do “Jornal Nacional”, da Globo, teve acesso a um homem no Centro da capital paulista que indicou um contato especializado nesse comércio. “Me chama no WhatsApp que eu te mando o nome e você vê direto com ele”, disse o intermediário.
Ao ligar para o número indicado, um golpista ofereceu, sem qualquer cerimônia, uma lista com dados de todo o Brasil. “Para você ter ideia, cara, é uns 90 gigas, mano, minha lista”, afirmou o criminoso. Ele detalhou o conteúdo do pacote: “Nome, endereço, telefone, CPF”, e ainda afirmou ter acesso a dados bancários específicos, como “lista de benefício” e “empréstimo consignado”.
Com essas informações, as quadrilhas realizam ligações fraudulentes que aparecem na tela do celular como se fossem de números oficiais de bancos. O delegado Adair Marques Correa Junior explica a técnica: “Ele mascara a ligação para que apareça para a vítima como se fosse o número do gerente, que na verdade não é”. Um empresário, que preferiu não se identificar, perdeu mais de meio milhão de reais após cair nesse golpe.
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