Homenagem da Acadêmicos do Tatuapé ao MST conta com duas toneladas de alimentos saudáveis

Homenagem da Acadêmicos do Tatuapé ao MST conta com duas toneladas de alimentos saudáveis

Na madrugada deste sábado (14), a Acadêmicos do Tatuapé entrou no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, para falar de reforma agrária, com o samba-enredo “Plantar para colher e alimentar: tem muita terra sem gente e muita gente sem terra”.

Para tratar de um tema tão importante, a escola contou com a parceira do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que mostrou, na prática, o resultado da divisão justa de terras, levando para o desfile duas toneladas de alimentos saudáveis produzidos pelas cooperativas do MST de São Paulo.

Abacaxi, melancia, macaxeira, pimentão e outros alimentos estavam no carro alegórico que encerrou o desfile. “Uma diversidade de produção feita pelas mãos do trabalhador sem terra”, exalta Carla Loop, da Coordenação Nacional do Coletivo de Cultura do MST. Depois do desfile, tudo foi doado à comunidade do Tatuapé.

“É uma emoção, é um conteúdo revolucionário. Só o que eu conseguia pensar, e chorar, é: por que a gente não põe em prática essa letra? O acesso à terra, o cuidado com a natureza, que as pessoas tenham alimentação”, disse a ministra das Mulheres, Rosa Lopes.

Apoiador do MST, o ex-jogador de futebol Raí compôs o time dos destaques no carro dos homenageados. Para ele, o enredo da Tatuapé legitima a luta do movimento pela justiça no campo. “Pra mim, representa justiça social num país tão abundante de terras, como diz a letra da música, com muita terra para poucos”.

Com este desfile, o MST celebra 30 anos de história nos carnavais de sambódromos. Em 1996, a escola Império Serrano desfilou na Sapucaí, no Rio de Janeiro, com enredo “E Verás Que Um Filho Teu Não Foge à Luta”. O samba homenageava o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho (1935-1997), coordenador da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida. Militantes do MST desfilaram em alas representando a reforma agrária.

Ao todo, o MST levou para o Sambódromo do Anhembi cerca de 200 pessoas. Dessas 60 desfilaram na ala do cacau. Outras estavam no carro alegórico dos homenageados e muitas na arquibancada, balançando os bonés diante dos acenos dos companheiros que passavam pela avenida. Com informações do Brasil de Fato

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