Liberais do Brasil são uma piada! Defendem um Estado Mínimo para que o mercado se autorregule, mas só enquanto não os atinge
A cadeia produtiva do morango e suas entidades representativas denunciam a invasão no mercado brasileiro do fruto vindo do Egito com preço inferior ao de produção, e pedem uma investigação sobre a possível prática de dumping.
O Sul de Minas é a maior região produtora do fruto no Brasil.
Segundo Marotta, o “boom” das importações brasileiras de morangos do Egito se deu em 2023, e continuou crescendo. Entre este ano e 2025, a importação brasileira de morango cresceu 868%, partindo de 4,35 mil toneladas para 42,10 mil toneladas. Desse total importado em 2025, cerca de 35 mil toneladas vêm do Egito, o que corresponde a 83%. A China fornece outras 5 mil toneladas.
Em Minas, o aumento da demanda pelo morango importado tem crescido em um ritmo superior ao do Brasil. Comparando o volume importado do fruto em janeiro de 2025 com janeiro de 2026, enquanto o Brasil teve um aumento de 221% (com 1,04 mil toneladas em janeiro de 2025 e 3,34 mil toneladas no mesmo mês de 2026), em Minas o aumento foi de 451% (com 51 toneladas em janeiro de 2025 e 281 toneladas no mesmo mês de 2026).
Se o consumidor pode pagar menos, por que pagar mais?
Para ter ideia do impacto que esse produto teve na cadeia produtiva do morango, veja a diferença: um morangueiro mineiro vendeu 20% de sua produção para a indústria em 2024 a R$ 4 e R$ 6 pelo quilo do produto congelado. Em 2025, o mesmo produtor não conseguiu vender mais que 10% de sua safra para a indústria, que ainda assim pagou apenas R$ 1,50 pelo quilo do morango congelado.
Os morangueiros de Minas Gerais com o apoio de deputados estaduais de direita, alegam indício de dumping, prática comercial na qual as empresas exportam produtos a preços artificialmente baixos para eliminar a concorrência e dominar mercados. Com informações do Estado de Minas
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