SUS passa a oferecer teleatendimento para viciados em jogos e apostas online

SUS passa a oferecer teleatendimento para viciados em jogos e apostas online

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, especialmente em plataformas online. O serviço é gratuito, destinado a maiores de 18 anos e também disponível para familiares e pessoas da rede de apoio. O acesso é realizado por meio do aplicativo “Meu SUS Digital”, disponível para celular e também em versão web.

Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa inicial é realizar cerca de 600 atendimentos mensais. O serviço será executado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O investimento previsto para a implementação do atendimento é de R$ 2,5 milhões.

Dados do Ministério indicam que, em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas. De acordo com a Pasta, a procura espontânea por atendimento especializado ainda ocorre em número limitado, com relatos de dificuldade em reconhecer o problema ou buscar ajuda.

Para utilizar o serviço, o usuário deve acessar o aplicativo “Meu SUS Digital”, fazer login com a conta gov.br e selecionar, na aba “Miniapps”, a opção voltada a problemas com jogos de apostas. Em seguida, o sistema apresenta um autoteste validado no Brasil, com perguntas baseadas em evidências científicas destinadas a identificar sinais de risco.

Quando o resultado indica risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é realizado automaticamente. Nos casos classificados como de menor risco, o aplicativo orienta a procurar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

As consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos. O acompanhamento pode ocorrer em ciclos de cuidado que incluem até 13 sessões por paciente. A equipe é formada por profissionais como psicólogos e terapeutas ocupacionais, com possibilidade de apoio de psiquiatra quando necessário, além de telemonitoramento e articulação com a rede local do SUS para eventual encaminhamento presencial.

 

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