Aluna do Instituto Santa Teresinha foi diagnosticada com meningite pneumocócica; Vigilância Epidemiológica acompanha caso, mas diz que não há risco de surto

A Vigilância Epidemiológica Municipal informou que está acompanhando o caso e deve emitir uma nota técnica detalhada sobre a situação nas próximas horas. Foto: captada
Bactéria silenciosa: criança de 7 anos contrai meningite grave em escola; pais e professores vivem apreensão
Um caso de meningite pneumocócica foi confirmado em uma criança de 7 anos, aluna do Instituto Santa Teresinha, em Cruzeiro do Sul. A Secretaria Municipal de Saúde acionou a Vigilância Epidemiológica e emitiu um alerta nesta segunda-feira (18). A doença, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ataca as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal – e pode matar em poucas horas se não tratada rapidamente.
O que a Secretaria de Saúde diz (e o que preocupa):
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Seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, não há necessidade de bloqueio sanitáriona escola
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As atividades escolares não serão suspensas
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Uma equipe técnica visitou o Instituto Santa Teresinha para orientar direção e funcionários sobre prevenção
O risco que assusta:
A meningite pneumocócica é transmitida por gotículas de saliva (tosse, espirro, contato próximo). Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são os mais vulneráveis. Apesar da secretaria afirmar que não há necessidade de bloqueio, pais de alunos do Instituto Santa Teresinha vivem momento de apreensão.
O que fazer:
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Ficar atento a sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas e vômitos
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Procurar imediatamente um serviço de saúde ao menor sinal
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Manter a caderneta de vacinação em dia – existe vacina contra a meningite pneumocócica disponível no SUS
A Vigilância Epidemiológica deve emitir uma nota técnica detalhada nas próximas horas. A reportagem segue acompanhando o caso e cobrindo a resposta das autoridades. A recomendação é: não entrar em pânico, mas não baixar a guarda. A bactéria não perdoa.
Como se pega meningite?
A maioria dos casos de meningite bacteriana surge de forma isolada, mas podem ocorrer surtos de meningite meningocócica. Os médicos receitam antibióticos preventivos para pessoas que estiveram em contato muito próximo com a criança doente (normalmente para quem mora na mesma casa ou colegas próximos de classe).
A transmissão ocorre na maior parte das vezes por gotículas de saliva, como as liberadas em espirros, e em adultos por beijos na boca. As bactérias que causam a doença muitas vezes são habitantes transitórios das mucosas do nariz e da garganta. É possível ter a bactéria sem ficar doente, ou seja, ser um portador são, e mesmo assim transmiti-la para as outras pessoas.
A meningite viral é transmitida como outras doenças causadas por vírus: por secreções orais (tosse, espirro etc.) ou por maus hábitos de higiene, como não lavar as mãos depois de usar o banheiro.
Antigamente, a meningite viral era também uma complicação de doenças infantis como sarampo e caxumba, mas a vacina tríplice viral praticamente eliminou essa forma da doença. A reportagem é do O Alto Acre
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