Vítima foi socorrida pelo Samu após sofrer um profundo corte na cabeça; caso será investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM)
A dona de casa Vancicleia Braga Bezerra, de 30 anos, foi vítima de violência doméstica na tarde deste domingo (2), após ser agredida pelo marido, José Eronir Gomes Saboia, de 48 anos, em uma residência localizada na Avenida Central, no Conjunto Tacumã, nas proximidades da Escola de Música, em Rio Branco. O suspeito fugiu logo após a agressão e, até o fechamento desta reportagem, não havia sido localizado.
Segundo informações da Polícia Militar e de familiares, o casal estava na residência acompanhado de uma terceira pessoa, cuja identidade não foi divulgada. Os três estariam consumindo bebidas alcoólicas e, segundo relatos de testemunhas, também fazendo uso de entorpecentes quando uma discussão teve início.
Durante a briga, Vancicleia pediu socorro aos familiares e gritou para que a Polícia Militar fosse acionada, afirmando que o marido pretendia matá-la. Diante da situação, testemunhas acionaram a polícia.
Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima com um profundo corte na cabeça e intenso sangramento. Imediatamente, foi solicitado o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado para prestar os primeiros socorros.
De acordo com familiares, José Eronir teria atingido a companheira com um prato de vidro. O objeto se quebrou com o impacto e um dos estilhaços provocou um corte profundo na cabeça da vítima, atingindo uma veia e causando grande perda de sangue.
Após ser estabilizada pela equipe médica, Vancicleia foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Apesar da gravidade do ferimento, ela deu entrada na unidade hospitalar com quadro clínico estável.
Familiares relataram que o relacionamento do casal é marcado por episódios recorrentes de violência. Segundo eles, Vancicleia convive com José Eronir desde os 13 anos de idade e, ao longo dos anos, teria sido vítima de diversas agressões, inclusive em locais públicos e na presença de testemunhas. Ainda conforme os relatos, as separações são frequentes, mas o casal acaba reatando pouco tempo depois.
A família afirmou viver apreensiva e teme que novos episódios de violência possam ter consequências ainda mais graves.
Após atender à ocorrência, policiais militares realizaram buscas na região, mas o suspeito não foi localizado.
O boletim de ocorrência foi registrado e o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), que dará continuidade às investigações e adotará as medidas legais cabíveis.
Violência doméstica é crime. Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda por meio da Polícia Militar (190), da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) ou diretamente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento das agressões. Com informações do O Alto Acre
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